http://www.zago.eti.br/diversos/opinioes.txt Neste documento, mensagens relatando opiniões sobre o software livre, comportamentos das distros e assuntos correlatos, são mensagens que circulou na Linux-br e de alguma forma expressam opiniões relacionadas ao Linux. Use CTRL+F para refinar a pesquisa. Linha de: **************** separa mensagens ou tópicos. ******************************************************** Zago http://www.zago.eti.br/menu.html FAQ e artigos sobre Linux ******************************************************** De:  Paulo Roberto Bagatini Para:  linux-br@bazar2.conectiva.com.br Assunto:  Re: (linux-br)[OFFTOPIC] Declaração sobre o término da Revista do Linux Data:  Tue, 24 Feb 2004 13:10:36 -0300 Neo Darkman said the following on 20-02-2004 19:47: Quinta-Feira, 19 de Fevereiro de 2004 - 11h11 > > Declaração sobre o término da Revista do Linux > > Por: da direção da Conectiva > > "A Conectiva sempre foi pioneira em trazer ofertas de Linux para o mercado > Brasileiro. Foi assim com diversos produtos baseados em Linux como a > distribuição e os diversos livros que publicamos anos atrás. A Conectiva > criou a Revista do Linux em um momento (novembro de 1999) onde não existiam > publicações voltadas para este mercado. De fato até hoje não existe uma > oferta nos moldes da Revista do Linux: uma revista que ofereça material > exclusivo sobre o Linux e todo o "ambiente" de Software Livre. Mesmo as > revistas que cobrem Linux não se dedicam exclusivamente a isso ou não têm > continuidade. Neste momento, apesar de não se ter uma outra publicação nos > moldes da Revista do Linux, pelo menos tem-se mais ofertas e cobertura do > mundo de Software Livre do que em 1999. >   > Essa conjuntura aliada ao fato econômico e a recessão do mercado editorial > brasileiro fez a Conectiva decidir pela descontinuidade da Revista do Linux e > pelo foco em áreas de expertise da empresa. Receitas de propaganda caíram > substancialmente no ano passado e a venda em banca também. Desta maneira não > era mais possível sustentar a revista. Quatro anos e 50 números depois de seu > lançamento, a Revista do Linux deixa de circular a partir de março. Ainda > pretendemos lançar a edição 51, em formato pdf, já que ela está quase pronta. > Estaremos também entrando em contato com os assinantes para acertar as > pendências de números ainda a receber. " > > Poxa... perdemos um boa revista sobre linux.... > Eh verdade. Entao vamos sentar no chao e chorar. Ou nos lamentar, porque ninguem teve coracao e ajudou a coitada da Conectiva comprando suas revistas. O que eh financeiramente mais inviavel na revista do Linux? Conseguir as  materias? Editorar (formatar) a revista? Ou *publicar* o material? Por que a Conectiva nao apoia algum desses tantos sites em pt_BR que existem por ai? Possiveis respostas:            1. Porque, apesar de toda a filosofia, as pessoas, e tambem as empresas, ainda nao sabem-querem-podem-conseguem se unir e se ajudar. Em vez de eu colaborar com alguem, para que o que ele faz seja melhor, *EU* vou fazer alguma coisa melhor. Depois nao conseguem segurar as pontas e ficam chorando (porque nao tem apoio, porque ninguem consome meu produto, bla bla, bla bla, bla bla).            2. Porque as pessoas, e tambem as empresas, sempre acham que o que elas podem segurar nas maos e apalpar tem mais valor. De certa forma, sao todos criancas. Ainda nao aprenderam a viver num mundo abstrato. Deem um *BOM* motivo para alguem se dar ao trabalho de produzir uma publicacao fisica sobre algo que so se vai usar eletronicamente. Livros sobre informatica sao ridiculos. Existem apenas para que as pessoas sejas obrigadas a compra-los, caso queiram le-los. A unica razao para se preferir um livro, em lugar de um arquivo, eh que ele pode ser levado ao banheiro, o computador nao (a menos que seja um laptop :-). De resto, uma publicacao fisica sobre informatica so tem desvantagens. Desvantagens para o leitor: - nao se pode copiar-colar os exemplos e URLs; - eh mais chato de fazer resumos, para futura referencia; - nao se pode usar links para acesso instantaneo a um assunto correlato; - nao se pode fazer pesquisa para encontrar rapidamente um assunto; - nao se pode usar animacoes; - nao se pode usar interatividade; - nao se pode usar som; - o tempo entre as atualizacoes eh maior; - fica rapidamente obsoleto, e entao vira lixo (quem, em sa consciencia, leria hoje 'O Livro Vermelho do MSX'?); Desvantagens para o escritor/editor: - fica caro usar muito colorido e uma farta quantidade de imagens; - o gasto com publicacao chega a ser absurdo; - a venda eh muito oscilante (se as pessoas podem conseguir algo mais barato on-line, elas nao vao comprar o produto); - eh necessaria uma estrutura muito mais complexa para que se possa levar um livro a uma Banca (livraria) do que um arquivo a Internet; - o tempo necessario para a producao eh maior; Desvantagens para o Planeta: - consome mais recursos naturais ao longo da producao que um livro digital (nao riam, isso *eh* um problema) Vejam que isso nao significa que os livros em geral nao servem mais. Os de informatica eh que estao fora da realidade. A desculpa padrao certamente eh: mas se eu produzir material digital (em html, pdf, ou seja o que for), e quiser vender, so o primeiro eh que vai comprar. Todos os outros vao copiar dele. E quanto ao divino *direito intelecual*? Bem, caros. Bem-vindos ao mundo digital. Nao sofrem mais com isso do que as gravadoras e empresas de Hollywood. De fato, o capitalismo ainda nao aprendeu a conviver com a Internet. Na verdade, sequer entrou no seculo XXI. Ate que isso aconteca, muito sangue vai correr e inocentes vao perder seus empregos. Mas eh um processo pelo qual a sociedade vai ter que passar. O que nao adianta eh querer forcar os consumidores a seguirem um padraozinho ultrapassado so para que as empresas possam continuar lucrando sem fazer forca. Querem vender? Otimo. Eh um direito. Mas quebrem a cabeca e descubram como. Ou modifiquem as premissas do Capitalismo. Talvez os padres copistas tenha passado por algo semelhante, quando Gutenberg inventou a imprensa. Aquele sistema perfeitinho, em que ele produziam e cobravam o valor que queriam, Gutemberg levou a bancarrota. O acesso a informacao chegou (virtualmente) a todos, deixando de ser exclusividade da Igreja e Governantes. Um livro que levava meses para ter *uma* copia podia ser reproduzido em escala num tempo muito menor a precos muito mais baixos. Isso nao gera uma sensacao de dejavu? Uma materia interessante sobre isso em:         http://www.escritoriodolivro.org.br/historias/burke.html Interessante... sera que ninguem encherga isso? Sera que eu vim de Marte? ;-) []'s -- ------------------------    __ o     mailto:arkanon@ceat.net  P@ulo Roberto Bagatini    _`\<,     http://www.ceat.net/~arkanon/   -=---=---==---=---=-    ( )/( )    UIN# 3478930 -- LinuxUser# 102514  Lajeado - RS - Brasil  -----------  Phone# +55 51 3748 7000 ---------------------------------------------------------------------- ******************************************************** De:  julio henrique Para:  joseao@uai.com.br Cc:  linux-br@bazar.conectiva.com.br Assunto:  re: (linux-br)=?iso-8859-1?q?Ficaremoss=F3s=3F?= Data:  Wed, 5 Nov 2003 17:00:59 -0200 nao penso assim, que ficaremos sós. é só analisar a história, desde o tempo da stardivision(quem se lembra do bom e velho staroffice 4.0 ???rsrsrs) que foi comprada pela Sun.... que decidiu abrir o código numa versão Openoffice e manter um produto pago e mto bem pago, o staroffice. acho interessante isso, pelos mesmos velhos argumentos que se ouve por decrépitos gerentes de finanças e outros mais qdo se ouve sobre o valor de um software:   - Mas como, é de graça? Tem certeza que funciona ? - Hein ? um advanced turbo maxi ultra super server de graça ??? deve haver algo de errado.. melhor não arriscar. Daí, vc cobra XXX reais/dolares e eles: - ahh, é  melhor e  é mais barato!!! Moral: Se tem gente que só confia pagando, ótimo. se tem gente que só usa se for de graça, ótimo. e  desde que hajam os dois produtos, que sejam iguais ou mto parecidos, e que nao tenham o mesmo nome, acho uma boa idéia. Especialmente pq o que vai estar se cobrando nao é o software, mas o suporte e personalização/afinamento. Se o "samba team" resolver cobrar pelo samba, e lançar uma linha de servidores smb gratis mas com outro nome e que faça a mesma coisa que o outro, vai haver quem preferirá pagar, e outros que não vao... é uma questão de gosto e amor pelo dinheiro. Não acho errado, visto que eles hoje vivem em parte de doações e mantém funcionários. [ ]'s, julio ******************************************************** ******************************************************** De:  Ricardo Igarashi Para:  linux-br@bazar2.conectiva.com.br Assunto:  Re: (linux-br)Ficaremos sós? Data:  Wed, 5 Nov 2003 22:42:34 -0200 On Wed, 05 Nov 2003 11:50:21 -0200 José Adilson wrote: > mas uma coisa tem me preocupado após as notícias dessa semana da > aquisição da SUSE pela Novell e a notícia de que a Red Hat não dará > mais suporte ao usuário desktop a partir do próximo ano: Não teremos > um movimento semelhante por parte da Conectiva, ou seja, uma gradual > mas irreverssível migração para o ambiente corporativo?. Não ficaremos > nós, usuários desktop, órfãos futuramente?. Aí pergunto: Como se > comportará a comunidade de desenvolvedores cada vez mais direcionada > por exigências corporativas em detrimento ao desktop que, convenhamos, > não se financia?. O quê os membros da lista pensam? Quanto à SUSE, só o tempo dirá. Quanto à Red Hat, vamos olhar pelo lado bom: agora temos uma distribuição fortíssima, "da comunidade" e que usa o RPM. Quanto à Conectiva... só o tempo dirá :) Quanto aos desktops, temos a Debian que não sofre nenhuma interferência de empresas etc, e agora o Fedora. A curto prazo, acho que não precisamos nos preocupar muito. A longo prazo... não haverá mais PCs :P :P :P -- Ricardo Yassuo Igarashi E-mail: iga@that.com.br Linux HP: http://web.that.com.br/iga ******************************************************** De:  Mário L. Secco Para:  Fernando Tauscheck Cc:  linux-br@bazar.conectiva.com.br Assunto:  Re: (linux-br) código não GPL Data:  Sun, 2 Nov 2003 01:13:21 -0200 Em Sat, 1 Nov 2003 01:31:17 -0300 (ART) Fernando Tauscheck Escreveu: > Boa noite lista... >       Sei que muitos aqui irão se perguntar pq não > licenciar o código em GPL. A > única rasão é que todo o diferencial de nosso projeto > está no software. Se > entregarmos todo o código para nossos 'futuros' > clientes, simplesmente ele > não precisará mais de nós (principalmente levando em > conta a gde concentração > de eng nas empresas em que desejamos atuar). >       Uma idéia que surgiu, foi a possibilidade de > licenciarmos o sistema básico em > GPL, e mantermos os plugins (que fariam a parte pesado > do serviço) conosco. > Dessa forma, poderiamos ter um desenvolvimento do > sistema básico mais rápido, > mantendo nossa especialidade em nosso controle. Ao > mesmo tempo, qq um > quisesse poderia desenvolver novos plugins e melhorar > a estrutura básica do > sistema. Podem me chamar de radical, mas se vc não quiser "compartilhar" seu código, então não use código compartilhado pela comunidade. Um matéria interessante que acho que vem a calhar sobre isso: http://webinsider.uol.com.br/vernoticia.php?id=1946 [[]] -- Mário L. Secco www.3dsecco.com.br/3dcadbr ICQ: 175841401 - msn: mlsecco@hotmail.com ******************************************************** De:  Daniel F.Gomes Para:  Lista LinuxBR Assunto:  Re: (linux-br)Conectiva ou Debian? Data:  07 Nov 2003 16:59:18 -0200 Júlio, certamente se vc usava o RedHat usar o conectiva será mais fácil, entretanto Debian é muito mais estável e apresenta bem menos problemas com dependencias na hora de instalar programas ou compilar. Digo isso baseado em experiencia própria, pois usei o conectiva durante 3 anos e realmente o sistema era sempre muito fácil de instalar e configurar, mas na hora de fazer atualizações ou de intalar pacotes rpm de outras distribuições a coisa complicava. Então decidi partir para uma nova distro, tentei várias até chegar no Debian. Com o Debian as coisas são um pouco diferentes, a instalação e a configuração já não são tão simples como no caso do conectiva, mas os programs funcionam perfeitamente. Programas que eu numca tinha conseguido rodar direito no conectiva eu consegui do Debian. Atualizações no Debian são feitas por semana com dois comandos (apt-get update;apt-get upgrade) sem stress e o sistema roda,roda,roda e não para ... Para quem não gosta muito de editar arquivos, ainda existem distribuições baseadas no Debian e 100% compativeis que são autoconfiguradas como o Knoppix, o Kurumim, Gnoppix, etc ... que rodam a partir do próprio cdrom e que podem ser instaladas tb no hd. Por isso, eu uso e recomendo Debian ... > Após essa notícia da RH de descontinuar o suporte  e novas versões do RH > Linux, estou pensando em migrar para o Conectiva ou para o DEBIAN. O que vcs > acham dessas distros? Suas vantagens e desvantagens... > > Abraços > > Júlio ******************************************************** De:  Thiago Macieira Para:  linux-br@bazar.conectiva.com.br Assunto:  Re: (linux-br)Conectiva ou Debian? Data:  Sat, 8 Nov 2003 01:16:19 -0200 -----BEGIN PGP SIGNED MESSAGE----- Hash: SHA1 Daniel Ferreira wrote: >Se voce quer utilizar uma distribuição que seja "eternamente" e >realmente livre, opte pelo debian (o contrato social debian garante >isso). Quanto ao conectiva, ninguem pode garantir que algum dia >aconteça o que está acontecendo com a RedHat. Mudar de nome e parar de oferecer suporte que a Debian não me oferece? Quem me garante que a Debian nunca vai mudar de nome? A Red Hat daqui pra frente só vai lançar uma distribuição com nome "Red Hat" e essa vai ser como é hoje: vendida com suporte. Se você não quer o suporte, vai ter que baixar a Fedora. Ou seja, como é hoje. O que mudou então, além do nome? - --   Thiago Macieira  -  Registered Linux user #65028    thiagom@mail.com     ICQ UIN: 1967141 ******************************************************** De:  Jorge Godoy Para:  Amim Moises Salum Knabben Cc:  Linux Conectiva Assunto:  Re: (linux-br)Apostila do Servidor Data:  Wed, 10 Dec 2003 14:15:37 -0200 "Amim Moises Salum Knabben" writes: > Voltando ao assunto, o Godoy falou uma coisa que eu discordo totalmente, > quer dizer então que eu vo ter que sustentar alguém que está no mercado de > trabalho nas garras do capitalismo, por pena? Não. Não é pena. É uma questão de necessidade e responsividade. Ninguém é obrigado a realizar serviço algum de maneira gratuita para você ou para qualquer outro, embora isso não seja proibido. O que eu disse é que o valor agregado pelo profissional ao que está escrito no documento muitas vezes vale a pena. Muitas vezes vale muito mais do que o valor cobrado por ele. Se você acha que vale a pena correr o risco e fazer as coisas você mesmo sem a supervisão de alguém mais experiente e apenas com documentos (que podem ou não estar completos), é uma decisão tua. Geralmente funciona, mas nunca é 100% (nem mesmo com o profissional, dado o grande número de variáveis que devem ser consideradas, só que com ele o risco é menor). Você não deve sustentar ninguém, IMHO, além da tua família. E nem deve ser sustentado por ninguém. Mas, se consome um produto que possui um preço deve pagar por ele. A não ser, é claro, que você faça parte daqueles que vão ao mercado, abrem os pacotes e comem lá dentro, sem pagar pelo que comeram... > A minha opinião é que não vale pagar um curso quando se tem uma > farta documentação disponível na internet, aliás existem livros > muito bons (ebooks piratas, mas hoje em dia tem gente roubando > milhões la em cima e ninguém fala nada, né seu Nicolau?) que vale a > pena dar uma olhada. Roubo é roubo, não importa o valor. Já diz o ditado que 'dois erros não fazem um acerto'. Incitar que os outros roubem informações que possuem regras e contratos específicos de uso pode acarretar problemas legais. É como incitar a pirataria ou outra forma qualquer de roubo. > Para que portões em um mundo sem paredes, quer ganhar dinheiro meu > amigo vai arrumar outro jeito que eu, não vo pagar por um informação > grátis. Se a informação é grátis, você está corretíssimo em não pagar por ela. Entretanto, se ela possui um custo e você não arcar com ele, você está praticando um roubo, aí a questão já cai para a justiça, sai da ética e do bom senso. Sds, -- Godoy.      ******************************************************** OPINIÃO SOBRE DISTROS De:  Hugo Rzepian Teixeira Para:  linux-br@bazar2.conectiva.com.br Assunto:  Re: (linux-br) Opiniões sobre o Fedora Data:  Tue, 30 Dec 2003 20:49:07 -0200 Vinicius Baenas Tiburcio escreveu: Acredito que as facilidades do slackware ou ateh msm do debian batem de > 100 a zero no RH e derivados... > > O que acha? >         O RH é pesado, o MDK é instável e o CL (melhor não falar nada), todos eles são RPM-like, não que os pacotes RPM tem algo a ver, talvez eu simplesmente não goste deles. RH é de uma empresa, MDK e CL também, o Slackware não é de nenhuma empresa. As empresas fazem coisas para as outras empresas usarem, é claro que os usuários normais contam muito mas     o objetivo principal é ter um produto bom para ganhar dinheiro, o problema é que essas distros são meio que newbie-like, não me entenda mal. Por exemplo, poucas pessoas que usam linux começam com o Slackware, elas começam com os RPM-like, eu mesmo começei com o MDK.         Mas o Slack é uma distro geek, feito por um cara que pegou o kernel fez não sei o quê e lançou, como não tem interesses comerciais no meio não existem preocupações em atender todos o sistema fica mais enxuto. É claro que um Slack bem configurado é bem melhor para um newbie do quê um RH cheio de "programinhas úteis", é claro que eles são úteis mesmo, como o redhat-config-network, mas pode ser feito tudo no modo texto, o quê um newbie não saberia fazer.         O quê é complicado tem grande chance de não funcionar, como o Slack é mais simples...         Eu não estou querendo dizer que as distros feitas por empresas são ruins, sim, são boas comparadas ao windows mas não são melhores do quê o Slack. Também não estou dizendo que os newbies não tem  capacidade de usar um sistema tipo Slack ou Debian, todos tem, basta ir atrás. Porquê quem vai atrás e se mantém informado nunca terá problemas muito sérios, mas se voçê não tem paciência, definitivamente está no ramo errado e deveria seguir outro caminho.         Se nesses 8 anos mexendo com PC's, metade da minha vida, eu ficasse só reclamando e não fosse atrás de resolver os problemas ou pelo menos buscasse ajuda na lista ou faq's, então hoje eu ainda estaria usando windows com preocupações ridículas como atualizar anti-vírus, o quê eu acho um asurdo. Se no Linux voçê pode fazer tudo que faz no Windows (menos talvez os jogos) e não teria vírus e ainda acha que linux é difícil e tal, o problema não é no sistema, é em voçê que não tem paciência ou não tem tempo e coisas do tipo.         Outro ponto, se voçê odeia o windows por exemplo, fica reclamando do sistema e simplesmente não troca por que não quer, então voçê não tem direito de reclamar. Se não gosta troque, se não quer trocar então fique quieto. HRT PS: Acabei de perceber que isto está meio off, pra concluir então, o Fedora Core 1 é ótimo se voçê ama o RH, mas se você não gosta do RH, tente o Slack 9.1 8-) ******************************************************** De:  Jorge Godoy Para:  Amim Moises Salum Knabben Cc:  Linux Conectiva Assunto:  Re: (linux-br)Que linux usar e onde fazer curso!!!! Data:  Mon, 08 Dec 2003 20:23:42 -0200 "Amim Moises Salum Knabben" writes: > Uma distribuição enxuta para servidor eu recomendo o Slackware ou o > Debian, mas depois de ler bastante documentação e/ou fazer algum > curso, a maioria dos cursos básicos estão na internet, eu não vejo a > necessidade de pagar uma boa grana pra fazer algo que você pode ter > de graça, afinal o projeto GNU/Linux está totalmente documentado na > internet, é só saber procurar em Howtos, Lista de Discussões, > Irc... por que pagar por informação se ela está de modo livre na > internet, eu tenho uma apostila de servidor básico no GNU/Linux > qualquer coisa me manda um email. Alguns bons motivos para pagar por isso são:        1. velocidade na realização do serviço        2. garantia de funcionamento do serviço contratado        3. responsabilização de um profissional em caso de problemas        4. aprendizado do que for feito pelo profissional contratado           para replicação na empresa Poderia citar outros motivos mas estes são os que considero mais relevantes. Além disso, o pagamento a um profissional faz com que ele sobreviva de software livre. O dinheiro tem que vir de algum lugar :-) Um grande fator na contratação é o número 1. Algumas vezes não se tem tempo ou dinheiro para investir no profissional para que ele aprenda a realizar uma nova tarefa além de realizar todas as tarefas que estão sob sua responsabilidade atualmente. Um profissional poderia realizar o serviço, ensinar como foi feito o trabalho --- faz parte da documentação em vários casos, o que atende também ao item 4 ---, e passar ao responsável pela rede os procedimentos para manutenção do serviço. Outros pontos são os citados pelos itens 2 e 3. Algumas responsabilidades "novas" foram acrecentadas aos profissionais que trabalham nesta área com o novo código civil. Por último, mas não menos importante, há o tempo. Se o serviço é urgente, melhor aprender depois e atender às exigências de quem paga o salário... O risco de ficar sem ele diminui se as coisas funcionam :-) Sds, -- Godoy.      ******************************************************** De:  Fábio Santos Almeida Para:  linux-br Assunto:  (linux-br)Sobre a retirada da Red Hat Data:  Sun, 9 Nov 2003 11:41:56 -0300 (ART) Pessoal. O texto abaixo foi uma resposta que Enviei para um colega da lista e como deixei a mensagem original, o moderador não pode enviar a resposta para a lista. Por isto estou enviando novamente. Software livre nasceu por quê alguêm quis melhorar um driver que já existia e não podia fazer isto, por não ter o código fonte. Isto resultou algum tempo depois na Free Software Foundation. (http://www.gnu.org/home.pt.html) Nós que usamos Gnu/Linux, nunca podemos nos influenciar por uma decisão de uma empresa. Todas as distribuições comercias sempre existiram enquanto houver lucro, isto é obrigatório, é a razão da existência de qualquer empresa, afinal elas necessitam pagar salários e outros encargos para continuarem suas atividades. Por outro lado temos a comunidade de software livre e distribuições que são mantidas por ela - Debian e Slackware e possivelmente outras que desconheço - que não possuem o lucro como primeira razão de existência. O quê a Red Hat fez qualquer outra distribuição pode fazer também, e daí? Esqueceu que nós temos as fontes e somos nós que mantemos o conhecimento de como o sistema funciona, podemos manter qualquer distribuição, afinal todas elas são GPL! Temos os fontes! Esta é a diferença principal entre Gnu/Linux e Windows! Eu vejo esta atitude da Red Hat como um alerta para que eu aprenda cada vez mais administrar uma distribuição Gnu/Linux, para estar preparado a caminhar com as minhas próprias pernas e ficar independente da Conectiva. Quando eu instalei o meu primeiro Gnu/Linux comprei uma revista e instalei o Conectiva 4.0, a instalação levou 30 minutos, depois tive alguns problemas e resolvi comprar a versão 5.0 na caixa com suporte telefônico para ajudar nos meus problemas de iniciante, só liguei uma vez e depois que peguei o jeito, só precisava de acesso a internet para entender qualquer coisa, aprender tópicos avançadas com usuários mais experientes e ajudar outras pessoas. Hoje percebo que a força do Gnu/Linux esta na nossa comunidade. E não está nestas empresas IBM, Red Hat, UnitedLinux, Suse, Mandrake, Lindows, etc. A contribuição das empresas trouxe visibilidade a nossa comunidade e com isto novas pessoas fizeram parte dela. Enfim não precisa ficar preocupado porque a Red Hat mudou sua estratégia, fique preocupado se você não pude administrar os sistemas Gnu/Linux sem ela! Em relação as mudança de estratégia da Red Hat, não foi tão drastico como eu e outros colegas pensamos, vejam um relato de um "brazuca" que trabalha na Red Hat: http://www.Dicas-l.com.br/dicas-l/20031108.shtml ===== Fábio Santos Almeida - Analista de Sistemas - Programador Java ******************************************************** De:  "Mário L. Secco" Para:  linux-br@bazar2.conectiva.com.br Assunto:  Re: (linux-br) Privação da Liberdade Data:  Mon, 13 Oct 2003 14:48:53 -0300 Comentários ao longo da mensagem. Herlon Camargo wrote: Mas recorro a esta lista para denunciar outro tipo de privação de > liberdade: Meu provedor UAI - www.uai.com.br - me proíbe de receber > qualquer e-mail vindo destas listas: linux-br@bazar2.conectiva.com.br > e cl@distro2.conectiva.com.br. Ou seja, eu escrevo para vocês e não > posso receber as mensagens. Sou novo neste provedor (por volta de 40 > dias) e até final de setembro recebia normalmente as mensagens destas > listas. De  repente eles bloquearam as listas e não deram satisfação > alguma. Entrei em contato com eles e me disseram que estas listas são > SPAMS. Não investigaram nada e acusam a nossa lista de spam. Com isso, > todos os mineiros assinantes deste "digníssimo" provedor estão > proibidos de receber mensagens destas listas de discussão. > Quem tem que classificar uma mensagem como spam é o usuário. To sistema de e-mail decente deixa que u usuário classifique as mensagens por ele recebidas. Aparentemete o Uai optou por algo mais cômodo para eles, ou seja, simplesmente barrar determinados endereços ou domínios. Para poder receber os e-mails novamente o provedor quer que a lista > prove que é inocente. Ou seja, sem mais nem menos, as listas "são > culpadas até que provem o contrário". Entrei em contato com o > moderador da linux-br, Thiago Macieira, que se sentiu bastante > ofendido com tal acusação. O UAI quer que a lista envie os e-mails > devolvidos para eles saberem o que está acontecendo. Eles inventam um > problema que antes não existia e o transferem para os administradores > da lista. Em conversa com o suporte do provedor, eles adiantaram o > seguinte: > Quem tem que provar é quem acusa, nesse caso o Uai é quem tem que provar que as listas são spam. Aí há uma inversão das coisas na minha opinião. "Sr. O bloqueio dos provedores se deriva de várias reclamações dos > próprios usuários que recebem dia a dia e-mails indesejados chamados > SPAM vindo dos mesmos. O provedor somente atendeu uma solicitação dos > cliente que estavam se sentindo incomodados e a legislação obriga o > provedor agir desta maneira, com pena de suspenção ou até mesmo > fechamento do mesmo. O provedor não tem interesse nenhum em efetivar > estes bloqueios, mas infelismentes somos obrigados a seguir, para > não sofrer sanções maiores. Logo o peovedor que se derivou o SPAM, e > bloqueado e o mesmo têm a responsabilidade inibir que seus usuários > continuem com está prática ilegal, e demonstrar para os provedores as > atitudes tomadas, e solicitar o desbloqueio. > Aparentemente algum usuário do Uai se cadastrou na lista e não soube (ou não quis saber) como sair, se enxeu de receber as mensagens e reclamou ao provedor acusando a lista de spam. (...) > Acho que obrigação maior do que barrar os spams, o provedor tem que *garantir* que todas as mensagens dirigidas ao meu endereço sejam entregues, independente de serem spam ou não, e criar mecanismos para que o próprio usuário decida se quer receber ou não determinadas mensagens. Mesmo porque os spammers não estão mais usando e-mail ou domínio fixos, e barrar mensagens usando esse critério se tornou ineficiente. Agora tenho uma pergunta: Mesmo que a lista fosse Spam, quem decide se eu recebo ou não a mensagem? O provedor? Não! Sou eu!!!! E se eu for um admirador de Spams que goste de recebê-los? Tem gosto para tudo... -- Mário L. Secco www.3dsecco.com.br/3dcadbr ******************************************************** De:  Adilson Oliveira Para:  Linux-BR Assunto:  Re: (linux-br)Stencils livres para o Kivio Data:  Sun, 01 Feb 2004 00:16:36 -0200 Antonio Claudio escreveu: Gostaria de fazer ums diagramas de rede um pouco melhores do que o Dia faz, > mas pagando está "nota preta" não dá. > > Sacanagem!! Liberam o programa sob GPL e "enfiam a faca" pra te dar os > componentes que são extremamente importantes para uso do programa. Sem os > stencils não dá pra fazer  muita coisa com o Kivio. :-(((( > Olá. Porquê "sacanagem"? A empresa tem que fazer dinheiro de algum lugar. Se é o que você precisa e o DIA não lhe serve, pague por eles. Você precisa se lembrar que "livre" e "de graça" são coisas completamente diferentes. Adilson. ******************************************************** De:  Gilberto Martins Para:  Lista Linux-BR Assunto:  Re: (linux-br)mudar para outra distribuição Data:  Wed, 31 Mar 2004 14:10:49 -0300 Caro Paulo, É lamentável o que se tem visto ao longo do tempo com uma empresa como Conectiva. Marcus disse bem, ela não está a venda. Mas observar o passado nos ajuda em uma pequena prática de futurologia. Por motivos outros, desisti da Conectiva a algum tempo. Embarquei em uma canoa que furou, o Mandrake, e me afeiçoei muito a ela. Infelizmente problemas financeiros ocorreram (a canoa furou ...) e os usuários ficaram temerosos. Felizmente a distro está a se levantar (... mas não afundou), e aparentemente bem. Mesmo assim, tenho deixado a minha barba rala de molho. Experimente uma distro voltada para o usuário final, o Kurumin. O autor, Carlos Morimoto, está fazendo um trabalho impressionante. Vi em sites de distribuições bons comentários a respeito. E reconhece muito bem uma grande quantidade de dispositivos estranhos, como o seu win-modem. Para o testar, basta ligar o micro com o CD inserido, pois ele nem vai instalar n*a*d*a no seu micro. Entretanto existem diferenças em muitas ferramentas, mais características do Debian, usadas em linha de comando. Uma excelente ajuda está em focalinux.cipsga.org.br. Para servidores, a Novell investiu (e muito) no SuSE, além de transferir seus muito conhecidos aplicativos de networking para Linux. Não deixe de avaliar o Mandrake para ambos os casos.    8) ******************************************************** De:  Ednei Pacheco Para:  Lista LINUX-BR Assunto:  Re: (linux-br) Não_tá pronto pra desktop ainda... Data:  Mon, 12 Apr 2004 20:35:23 -0300 (ART) Bem, como todos já devem ter observado, esta não é uma questão muito fácil de responder. Mas mesmo assim, espero que compreendam minha opinião. Uma vez fizeram-me esta mesma pergunta: sabe o que eu respondi? Para os usuários leigos e avançados, o Linux está pronto para o Desktop; Já para os medianos, não. Sabe qual a minha justificativa? Para os usuários leigos e avançados lidarem com ambos os sistemas operacionais, irá dar no MESMO! O usuário leigo não consegue configurar nenhum dos dois, e para provar isto, acredito que qualquer um de vocês já passaram o dia na casa de um amigo ou vizinho para instalar um periférico no micro dele (com Windows) ou ajustar um sistema mal configurado. Já os avançados, estes sim conseguem se virar quando há um desafio pela frente, como por exemplo testar uma distribuição Linux. Tudo bem que nos primeiros dias eles batem a cabeça um pouco, mas logo se acostumam e em pouco tempo já estão realizando as mesmas atividades que até pouco tempo atrás faziam no Windows (os famosos "CDF" - ou se consideram assim). Minha preocupação está com os medianos, pois acham que instalar um periférico é só colocá-lo num slot PCI vazio, ligar a máquina e aguardar o sistema reconhecer. Ou ainda, acham que sabem instalar um aplicativo, pois apenas necessitam abrir o gerenciador de arquivos e clicar em setup.exe, ou aguardar a autoreprodução do CD-ROM ao inserir na bandeja. Quando estes camaradas têm seus primeiros contatos com o Linux, se assustam por saber que as coisas não funcionam do mesmo modo como acabei de dizer (apesar de algumas distros facilitarem). Na instalação então, nem se fala: particionar um disco rígido causa um verdadeiro terror (no outro sistema, era só formatar a HD e instalar). É bastante lógico que estes camaradas (que na minha opinião são a grande maioria) não aceitam muito bem o Linux e acabam voltando para o sistema antigo, por "acharem" que sabem lidar com o computador justamente pelas rotinas automatizadas. Acredito que é justamente estes os usuários que os projetos deveriam "atacar", pois eles possuem conhecimentos básicos para realizar algumas atividades (suficientes para o Windows), porém insuficiente para lidar com as nossas adoradas distribuições. Pelo lado positivo, tendo disponível um sistema bem configurado, com um bom ambiente gráfico (KDE, Gnome e XFce) e algumas simples instruções, a maioria consegue utilizá-los sem maiores problemas. O inconveniente está justamente em administrar e manter o sistema. Enfim, são pontos para refletir. Estou aberto para comentários. Att., Ednei Pacheco, pachequinho_rj@yahoo.com.br. ******************************************************** De:  Leonardo Pinto Para:  'Cláudio Costa' Cc:  linux-br@bazar2.conectiva.com.br Assunto:  RES: (linux-br)vpn por linux Data:  Mon, 28 Jun 2004 17:54:30 -0300 Palavras bonitas, Mas uma coisa o Godoy está certo: Depois que inventaram o telefone de quem sabe, NINGUÉM QUIS SABER MAIS... O fato é esse, realmente a lista nos ajuda e muito, porém "nos" torna pessoas PREGUIÇOSAS. Eu pessoalmente aprendi que na vida a pessoa tem que correr atrás de seus conhecimentos, tem que estudar e meter as caras mesmo. Acho que a lista serve muito para questões expressas, rápidas e de curto alcance. Como eu posso querer saber de física se nem sei matemática?! São matérias intercaladas. A pergunta do cidadão estava muito além do conhecimento dele, não adianta por o carro frente aos bois... Leonardo Pinto. > Concordo plenamente!!! > Estudando todo nós aprendemos , compartilhando nosso > conhecimento tornamos o > linux mais forte e poderoso. Acho que se começarmos a > responder nesta lista > para que os outros contratem uma consultoria em breve veremos > o Linux igual > ao Rwindows , ou seja mercantilista e caixa preta. > Uso o Conectiva Linux desde a versão Guarani e , se hoje > minha empresa tem > todos os seus desktops rodando linux , foi pq  fui recebido > com respeito e > carinho , sendo  orientado e incentivado , pelos integrantes > desta lista. > Nunca nenhum deles me mandou contratar uma consultoria.  Acho > que isto foge > ao principal apelo do linux que é ser de propriedade da > COMUNIDADE e que esta > cresce pq seus integrantes são dispostos a ensinar e > apreender compartilhando > conhecimento e experiência. > > Cláudio Costa > > Em Qui 17 Jun 2004 19:36, Márcio Luciano Donada escreveu: > > Errado!!! > > Como você aprendeu a denvolver tão serviço? Acredito que > sendo iniciantes > > ou não ele vai aprender apenas se estudar, conhecer de > redes, e montar o > > servidor Linux para trabalhar com a VPN, isso demanda muito > estudo, mas > > nada do que dar o primeiro passo e não desistir. > > > > Forte abraço, > > Márcio > > > > >Meu amigo ! > > > > > >O Godoy tem razao, vpn não é para iniciantes em linux, e pela sua > > > pergunta,  da para perceber que voce é iniciante... > > >Para simplificar, procure documentação na internet, tem > muita. Depois de > >> bater bastante a cabeça, ou voce aprende protocolo tcp e > linux e consegue > >> instalar sua rede ou desiste e contrata uma consultoria... ******************************************************** De:  sluiz Para:  conectiva Assunto:  Re: (linux-br) [Notícia]Linux estará presente em apenas 3,5% dos PCs em 2008 Data:  Wed, 28 Jul 2004 19:06:05 -0300  Texto longo e sem enriquecimento técnico.  Não leia se não tiver saco nem tempo.  Lembre-se, você foi avisado! Não tenho como concordar sobre os números, pois a minha estatística basea-se apenas em meus clientes , mas, infelizmente, tenho que concordar com a perspectiva  dessa pesquisa. Trabalho com informática há, pelo menos, 19 anos e há 5 descobri o Linux. Acho que como todos fiquei maravilhado.  Não quero nem discutir agora se o windows é pior ou melhor. Tenho a informática como profissão e ganhei minha sobrevivência  nesses 19 anos em cima de usuários que utilizam o windows. (Diga-se de passagem, para isso ele é muito bom. Vive dando pau.) Mas não posso nem devo cuspir no prato em que comi. Aliás, ainda lancho nesse prato. Não podemos negar que foi gra?as ao tio Bill e, não podemos esquecer também a pirataria, que a informática teve, nos últimos anos, essa grande explosão. Pelo menos aqui no Brasil. Porém, desculpe-me titio Bill e pirateadores,  o Linux preenche 100% tanto do meu espírito pessoal como  profissional, político, filosófico, emocional, criativo, social, financeiro  e etc..., e acho que poderia preencher  também o de todos os usuários que conheco. É impressionante, a cada dia que passa descubro algo novo que me faz gostar mais do Linux e lamentar o azar de não tê-lo conhecido há mais tempo.  Bom, resolvi unir o útil ao agradável. Estudar uma forma de migrar meus clientes do windows para o Linux. Comecei pelos clientes profissionais. Escritórios e pequenas empresas. Acho que se as empresas migrarem, o passo para a migracão individual será curto e rápido. Pensei, do que esses clientes precisam? Servidores e estacões, claro! A primeira parte é fácil, em matéria  de servidor o linux dá de 10. E desktop ? O joguinho de paciência para a secretária foi resolvido. Planilhas, editores e apresentadores, com jeitinho e o OpenOffice resolve. Depois de se acostumarem muitos usuários dizem até que o preferem. Verdade!... ( Obs:Na minha opinão a planilha eletrônica é um desastre para a informatizacão no meio corporativo. Um usúario cria, o outro mexe, o outro duplica, o outro move, o outro apaga e o último, quando precisa,  procura, não acha e se desespera!!! Pede então para o primeiro recriá-la e novamente  o ciclo se refaz. Abaixo o excel. Backup, vocês sabem, quase ninguém faz!?! Eu fa?o!!!) Bom, o principal. APLICACÃO. Quando eu digo aplicacão, falo daquela em que os usuários ligados em rede e sentados em suas cadeiras, controlam em conjunto o funcionamento da empresa. Não estou falando de aplicacões voltadas para a WEB e sim para o desktop. Usuários do windows tem básica e atualmente: "Clipper", Visual Basic e Delphi. E o Linux? De todas as linguagens visuais para desktop que pesquisei (e o usuário quer isso. Cores e flores) só considerei o Kylix para a realidade dos programadores comerciais brasileiros. Sustentado por uma empresa de nome, cria-se uma aplicacão rapidamente, facilidade de acesso a banco de dados open, aguenta o peso de grandes aplicacões, profissionais para desenvolvimento semi treinados pelo Delphi, possibilidade de reaproveitamento do código desenvolvido na outra plataforma através de sua recompilacão e o mais importante, mantém completa semelhan?a visual e operacional com aplicativos da outra plataforma. Isso, considero muito importante pois facilita a vida dos usuários migrantes diminuindo o grau de dificuldade e consequentemente a natural aversão às mudan?as . Em particular tenho um cliente que na verdade é um grupo formado por  quatro empresas distintas e localizadas geograficamente em bairros adjacentes. Anteriormente utilizavam as estacões windows centralizadas por servidores Novell distribuindo dados para aplicacões clipper  e interligando as empresas através do protocolo dvdv(disquete vai disquete vem). Resolveram, por algum motivo, migrar para o NT. Um desastre. Dados corrompidos, vírus se alastrando, estacões pendurando, servidor rebootando e parecendo dizer com sua tela: "tá tudo azul, qual o problema? É só rebootar nem é tão mau assim!" Foi aí que consegui convence-los a trocar os servidores para Linux. Usei o conectiva 7. Um sucesso! Realmente um sucesso! Não trava, não perco dados, não entra vírus, tenho um excelente fire wall, vpn, correio, web, as quatro empresas interligadas como se estivessem na mesma sala, enfim, tenho tudo o que preciso e sei que terei o que vier a precisar. Hoje tenho o conectiva 9. Continuando, depois do sucesso dos servidores partimos para a migracão das esta?ões. Questionamos a utiliza?ão do flagship. Seria muito fácil, com pouquíssimas modifica?ões teríamos a troca de todo o sistema mas, chegamos a conclusão  que teríamos um gasto e  não teríamos um ambiente realmente visual como "determina" a mídia. Optamos então pelo Kylix, dadas as razões acima. Só que nesse caso, teríamos que desenvolver uma nova aplica?ão e não um reaproveitamento do código existente,  que aliás é excelente. E assim ficou decidido. Calculamos em um ano  o prazo para desenvolvimento do novo sistema. Compramos o Kylix 3, contratamos um programador e demos ínicio ao projeto. Paralelamente ao desenvolvimento do sistema, resolvemos migrar todas as esta?ões para Linux. Utilizando o clipper em cima do dosemu. Tive no início um pequeno problema  de compartilhamento de registro, agora já superado e ainda estou com problemas de acentua?ão no clipper, não no dosemu, mas que os usuários não estão se incomodando muito pois apesar de não serem visualizados no monitor são impressos normalmente na impressora. Aproveitando a deixa, agradeceria se alguém tivesse a solu?ão para esse problema. Hoje tenho 44 esta?ões 100% linux, fora os servidores. Bem, decorridos 6 meses do ínicio do projeto vim a saber que o Kylix será descontinuado. A princípio isso é um boato "oficial", pois apesar de ainda estar `a venda no mercado e  ser descrito no site oficial da Borland como sua solu?ão para a plataforma linux, não existe nehuma corre?ão desde 2002 e não existe sequer um comentário sobre uma nova versão. Meu projeto está no sexto mês e acho que serei obrigado a passar para a versão 2.0, mesmo antes da conclusão da versão 1.0. Motivo: substitui?ão da ferramenta de desenvolvimento. Não posso continuar um projeto com uma ferramenta, que se hoje me perguntassem, não a indicaria por estar caminho da extin?ão. Mas sou um usuário Linux e como tal não vou desistir. Já estou questionando o Java, que conhe?o um pouco e o PHP, que gosto muito, com GTK que  conhe?o pouco. Mas o que quero dizer é que na minha opinião para o Linux zarpar, decolar, arrebentar  a boca do balão de uma vez, teríamos que  indiscutivelmente, colocá-lo no desktop corporativo.  E, com a perda do Kylix isso se distanciará muito, pois quem desenvolve aplica?ões comerciais  certamente não as desenvolverão em C, no que o Linux é realmente rico. O perfil do desenvolvedor comercial não é técnico e sim financeiro e esse cara precisa do feijão com arroz, algo bem simples em que ele clicke aqui e ali e pronto. Quem conhece, sabe que o Kylix supre muito bem todas as necessidades desta classe. Aliás para a nossa também, porque temos uma interface gráfica de fácil composi?ão e a possibilidade de inserir tanto código C como assembly junto das linhas de pascal sem nenhuma complica?ão. Para falar a verdade, não precisa nem do pascal. Agora imagina,arrastar programadores basic do windows e apresentar a eles o Perl ou o Phyton. Um abra?o amigo, eles vão pirar. Vão pichar o Linux até... Realmente, ferramentas e capacidade administrativa operacional fazem o Linux insuperável, mas ferramentas de desenvolvimento, digo, para programadores que não possuem e não querem ter conhecimento técnico, apenas administrativo/ comercial, não sei não. Acho que se a compara?ão fosse feita baseada no número de usuários com  grau de conhecimento, digamos, pelo menos 5 numa escala de 1 a 10, os percentuais seriam outros. Haja vista que em se tratando de servidores os números são outros. Fica aí um alerta e um pedido aos distribuidores para se preocuparem em adicionar às suas distribui?ões ferramentas para esse universo. Claro que tudo que disse está baseado no fato de querermos alterar esse percentuais.Se a idéa não for esta, como está, tá excelente! O Pinguim tá de parabéns. Bom, assim como você, tô de saco cheio, acho que deu para "desabafar" porque concordo com o autor da pesquisa. sluiz@connection.com.br Quem sabe, sabe. Quem não sabe, usa o windows! Em Segunda 26 Julho 2004 09:31, vandeciluiz@bol.com.br escreveu: > Enviado em Sexta, 23 de julho 2004 as 18:27:45 > > > O Linux --sistema operacional de código aberto que pode ser copiado e > modificado livremente-- não deve ameaçar o Windows, pelo menos no segmento > das estações de trabalho, segundo um estudo do Gartner que deve ser > divulgado nas próximas semanas. > > A pesquisa diz que, apesar de 5% dos computadores vendidos terem o Linux > instalado, nem sempre o sistema acaba sendo usado. Um número mais realista, > de acordo com o Gartner, é que 2% dos PCs terão o Linux instalado em 2004. > E, em 2008, apenas 3,5% dos micros usarão o Linux. > > "O Linux não é um movimento anti-Microsoft", disse Bill Weinberg, analista > do Open Source Development Labs, organização sem fins lucrativos de > pesquisas com o Linux. "Acreditamos que o Linux será uma extensão dos data > centers", afirmou ele ao site NewsFactor (www.newsfactor.com). > > Segundo ele, o sistema operacional de código aberto está sendo usado "onde > ele é necessário". Isso significa que o sistema está sendo adaptado para > funcionar como ferramenta de pontos de venda e até mesmo em quiosques. > > > > > Fonte: Folha Online > > Acho que a galera do Desktop é meio resistente. Mas não tanto assim. O que > acham? > Vandeci > > > > > --------------------------------------------------------------------------- > Esta lista é patrocinada pela Conectiva S.A. Visite > http://www.conectiva.com.br > > Arquivo: http://bazar2.conectiva.com.br/mailman/listinfo/linux-br > Regras de utilização da lista: http://linux-br.conectiva.com.br > FAQ: http://www.zago.eti.br/menu.html De:  Raimundão Genmte Finah Para:  Leonardo Pinto Cc:  Lista Conectiva (E-mail) Assunto:  Re: RES: (linux-br)[Notícia]Linux estará presente em apenas 3,5% dos PCs em 2008 Data:  Thu, 29 Jul 2004 21:31:09 -0300 Muuuuuiiiiito interessante!!! Hoje mesmo, 29 de julho de 2004, eu estava pensando em ajuntar uma galera mais pra frente pra produzir uma biblioteca que pudesse ser uma API padrão de GUI  pra linux. Nós temos GTK, Qt, FLTK, WxWidgets, etc, etc, etc, etc,....... isso é horrível pois o desenvolvedor é obrigado a aprender cada uma para trabalhar com o que o sistema oferece, baseado nas opções de quem vai usar a solução desenvolvida. Até temos programas que montam a interface gráfica, mas até hoje não vi nenhum programa que seja suficientemente fácil pra'queles que não sabem ee usam Rwindows (rs...). Tudo bem, a idéia de STANDARD GUI FOR LINUX BASED SYSTEMS é mesmo meio louca, mas nada que não possa ser feito. Já temos o projeto Go-Mono, que disponibiliza .NET pra Linux, mas não se tem um Visual Studio .NET. "Mas no que tudo isso implica em usuários finais?" Ora, minha cara consciência, tendo formas rápidas de se produzir softs, tem-se mais ferramentas gráficas que poderão ser utllizadas pelos usuários finais. Mas essas ferramentas são um prato cheio pra desenvolverdores sem conteudo técnico nenhum, como o 'sluiz' mesmo citou. E sendo assim, seria um prato cheio pra que o Linux virasse mais uma plataforma de softwares que travam, que não funcionam direito e que, o mais crucial da discussão, quebram a idéia original de Richard Stallman de criar algo que as pessoas possam usar como lhes for melhor e que possam alterar conforme suas necessidades, pois seriam produzidas soluções comerciais e não soluções livre que possibilitariam o aprendizado, o acumulo de 'sabedoria' pela humanidade. O GNU/Linux é um sistema que está dentro da ideollogia de programa livre, e não de programa grátis. Pode-se ganhar dinheiro sim com soluções livres, basta ter conteúdo técnico. Daí porque eu acredito que devriamos juntar forças de peso para construir uma interface mais amigável pro linux, e formas mais amigáveis de se programar (eu não troco meu Emacs por nada!!!!!), mas sem retirar a necessidade de um bom conhecimento técnico na área da programação. Tarefa um tanto dispendiosa. []s, Raimundo ******************************************************** De:  Glaucio da Matta Martins Para:  linux-br@bazar2.conectiva.com.br Assunto:  (linux-br)O windows esta presente em 2% dos pcs desde 1999 Data:  Thu, 29 Jul 2004 21:24:35 -0400 (AMT) Nossa empresa utiliza solução de software livre a mais de 5 anos, tudo começou aos poucos com a retirada da Novell 3.12 pelo conectiva Marumbi como servidor de arquivos em uma rede que só restavam as estações com Windows, depois começamos a utilizar muito a Internet, montamos servidores para Conexão e Correio... Hoje: 1 SERVIDOR de Internet (Apache, Postfix, Squirrelmail, ftp e Firewall) 1 SERVIDOR de Boot Remoto (para 10 estações,Kde + OpenOffice + Software Gerencial para Controle Total da Empresa portado desde o começo de Clipper para Flagship e daqui a 2 meses para Kylix com Firebird) 2 míseras ESTAÇÕES com windows por causa de nosso governo que ainda não disponibiliza comunicações online totalmente compatíveis com minha realidade (e a de muitos...) o software livre. Estamos a 5 anos e graças ao Software Livre utilizando os computadores e não sofrendo para utilizar-los. Esta solução aqui em Manaus - AM ja existe em outras Empresas... ******************************************************** De:  Raimundão Genmte Finah Para:  Leonardo Pinto Cc:  Lista Conectiva (E-mail) Assunto:  Re: RES: RES: (linux-br)[Notícia]Linux estará presente em apenas 3,5% dos PCs em 2008 Data:  Thu, 29 Jul 2004 23:24:56 -0300 Leonardo Pinto wrote: Não estou entendendo tanto desmerecimento das plataformas > de desenvolvimento visual. O que tem haver um bom IDE com > programas bem elaborados? Eles não coexistem? Como assim?! > Sou de uma época arcaica em que se escrevia um programa > desde a primeira linhas até a última sem a ajuda de clicks. > Era f_d_ contar colunas e linhas para acertar um GET na tela. > Daí surgiu o Visual Object e pra minha cabeça retrograda > entender que aquilo era o tal não foi fácil. > Rompendo os paradigmas entrei de cabeça no mundo visual, e > hoje em dia para alavancar meus projetos NÃO ME VEJO SEM ELE. > Adoro C, Assembler, MAMPS, etc... Mas não abro mão de um bom > IDE. Podem me chamar de click-click, sobrinho do Bill, do que > quiserem. Mas dizer que tal recuso é coisa de quem não sabe > nada é uma teoria muito radical. No mundo moderno, onde sou > sócio, programador, administrador, técnico e quanto mais > funções me couber não há tempo para ser partidário disso ou > daquilo outro por questões filosóficas ou anti-ms. >   > Não é uma questão de dizer que quem usa IDEs é um porcaria, mas sim que a maioria das pessoas que usam IDEs e RADs não têm a formação técnica necessária, nunca contaram colunas (pior ainda hoje, contar pixels!!), não sabem o que estão fazendo porque está tudo escondido atrás de um botão. Você deve ter alguma idéia do que aquele botão faz, mas a maioria das pessoas não têm, e acabam achando que a linguagem é arrastar e soltar, clicar e clicar. É claro que dizimar as RADs não vai dizimar com os porcarias, eles sempre dão um jeito de fazer alguma cagada. E querer mudar a idéia desses é loucura. :-P []s,Raimundo ******************************************************** De:  Cláudio Costa Responder-a:  c.costa@globo.com Para:  linux-br@bazar2.conectiva.com.br Assunto:  Re: (linux-br) Linux estará presente em 100% dos PCs em 2008 Data:  Fri, 30 Jul 2004 13:24:12 -0300 Olá: Aqui na empresa , temos 52 estações , dividas em 3 filais , interligadas por vpn e 100% , ISSO MESMO , 100% linux. Acho este tipo de pesquisa pra lá de encomendada.... já sabemos quem tem interesse neste tipo de divulgação , pena que a midia cai mole-mole Em Qui 29 Jul 2004 18:27, Francisco Carlos de Andrade escreveu: > nao estou tao avançado assim, pois estou tendo dificuldades em colocar uma > estacao linux para rodar numa boa, mas pretendo tirar a TELA AZUL DA MORTE > (WINDOWS) da empresa, ja tenho um servdor > > Em Thu, 29 Jul 2004 16:20:15 -0300, escreveu: > > na minha empresa, linux estará presente em 50% dos computadores até o > > fim do > > ano. > > > > :-) -- Cláudio Costa c.costa@globo.com ******************************************************** De:  Claudio Polegato Junior Para:  Francisco Carlos de Andrade Cc:  linux-br@bazar2.conectiva.com.br Assunto:  Re: (linux-br) Linux estará presente em 100% dos PCs em 2008 Data:  Fri, 30 Jul 2004 14:55:17 -0300 (BRT) Há dois anos que estamos aqui a 99% Linux, tendo apenas uma rWindows para usar sites com autenticação digital de bancos, como o BankBoston, e alguns Microsoftianos do nordestes que fazem páginas que só rodam no IE. []'s Claudio > nao estou tao avançado assim, pois estou tendo dificuldades em colocar uma > estacao linux para rodar numa boa, mas pretendo tirar a TELA AZUL DA MORTE > (WINDOWS) da empresa, ja tenho um servdor >> na minha empresa, linux estará presente em 50% dos computadores até o >> fim do >> ano. ******************************************************** De:  josedoegito@ig.com.br Para:  linux-br@bazar2.conectiva.com.br Assunto:  Re: (linux-br) Linux estará presente em 100% dos PCs em 2008 Data:  Fri, 30 Jul 2004 14:22:27 -0300 Não cai mole, se vende facil. Querem como sempre ter o que falar pra serem lembrados, e fica melhor quando alguem paga uma materia polêmica, assim promove a midia e ainda se ganha por isso. Assim é que se faz os grandes nomes, quem não se lembra do Collor, quase anônimo que virou presidente somente com a midia, hoje não somos mais tão inocentes e sabemos que há materias pagas sim, tanto em jornais como em revistas, princi- palmente as especializadas. Em Sex 30 Jul 2004 13:24, Cláudio Costa escreveu: > Olá: > > Aqui na empresa , temos 52 estações , dividas em 3 filais , interligadas > por vpn e 100% , ISSO MESMO , 100% linux. Acho este tipo de pesquisa pra lá > de encomendada.... já sabemos quem tem interesse neste tipo de divulgação , > pena que a midia cai mole-mole > > Em Qui 29 Jul 2004 18:27, Francisco Carlos de Andrade escreveu: > > nao estou tao avançado assim, pois estou tendo dificuldades em colocar > > uma estacao linux para rodar numa boa, mas pretendo tirar a TELA AZUL DA > > MORTE (WINDOWS) da empresa, ja tenho um servdor > > > > Em Thu, 29 Jul 2004 16:20:15 -0300, escreveu: > > > na minha empresa, linux estará presente em 50% dos computadores até o > > > fim do > > > ano. > > > ******************************************************** De:  sluiz Para:  conectiva Assunto:  Re: RES: (linux-br)=?utf-8?q?=5BNot=C3=ADcia=5DLinux=20estar=C3=A1=20presente=20em?= apenas 3,5% dos PCs em 2008 Data:  Sat, 31 Jul 2004 10:48:49 -0300      Olá amigos,      Não pensei que respondendo a um simples email geraria tanta polêmica.    Apesar de ter virado uma discussão, se repararem bem, todos estão  dizendo a mesma coisa, apenas, como o assunto é vasto, cada um entendeu e  comentou inclinando  para seu lado. Acho que as necessidades e objetivo  de cada um de nós aqui é bem diferente. O comum é o  Linux.    O Linux como uma língua, ou seja, todos podem falar e não precisam  pagar por isso. Se alguém cometer um errinho na pronúncia, um amigo pode  e deve corrigi-lo, mas acho que não vai cobrar por isso. Agora, se você  quiser ensinar a falar, ou  fazer uma traducão, ou se resolver escrever  um livro? Você precisa de comer e vai cobrar por isso. Quem compra  entende isso. Mas também se quiser fazer de graca, isso é problema seu.  Quem ganha entende isso. Isso é o Linux. Livre. Linux Trouvar também  come. Duvido que ele viva na miséria. Ou será que devemos testá-lo assim  como testaram John Lennon?   Linux é como o ar. É gratuito. Todos nós precisamos. Todos usamos. Todos  devemos cuidar. E quanto mais limpo melhor.    Não tenho nada contra o tio Bill, ele também é livre. Compra e vende o  que quiser. Devemos usar aquilo que julgarmos ser o melhor para nós, e se  tiver que pagar para isso, que paguemos. Mas, se julgarmos, quisermos e  pudermos. Porém acessar um servico publico brasileiro ou bancário  e ter  que ser OBRIGADO a  "pedir" licenca ao  tio Bill para isso, PU... QUE  ...RIU, é um absurdo! Pior,  gastar com licencas  e colocar em escolas  publicas e para ensinar a criancas famintas...?  Interface gráfica, linha de comando, assembly, C, kylix, VB, windows  Linux, esse é o nosso maravilhoso mundo. Sou muito feliz por viver nele e  compartilhar algumas partes com vocês. Espero que pensem o mesmo!  sluiz@connection.com.br  Quem sabe, sabe. Quem não sabe, usa o windows! > > Em Sexta 30 Julho 2004 11:11, Leonardo Pinto escreveu: > > > Sim amigo meu, > > > > > > Tudo bem, existem Ns alternativas, mas nenhuma tão flexível > > > como a proposta cross-platform pela querida Borland. Devo > > > irritar alguns com esse papo. Mas deixar de ganhar um cliente > > > de plataforma adversa pq o aplicativo é unidirecional, não > > > está nas minhas expectativas. Adorei a idéia de fazer um ÚNICO > > > código e simples-mente pressionar um Ctrl+F9 e tê-lo em "qualquer" > > > plataforma. Longe de mim estar encima do muro, mas meu nome é > > > Trabalho e sobrenome Dinheiro, um pequeno "detalhe" que traz > > > recursos para sustentar minha família (filho, etc...). > > > > > > Sds, ******************************************************** De:  hamacker Para:  Manoel Pinho Cc:  Lista Conectiva (E-mail) Assunto:  Re: RES: (linux-br)[Notícia]Linux estará presente em apenas 3,5% dos PCs em 2008 Data:  Mon, 02 Aug 2004 10:55:03 -0300 Na realidade não existem muitos (na realidade não conheço nenhum) cursos ministrados que utilizem compiladores e toolkits livres, mesmo em C e C++ é escasso. Em geral a pessoa já sabe C ou Pascal e aprende a usar um IDE, libs widgets/toolkits,... tudo com esforço autodidata. Evidentemente que o tempo de aprendizado seria melhor e menor se encontrassemos um curso pronto para isso, mas não tem. Conheçe algum curso de lazarus ? Ou C++ usando QTlibs ? Mesmo GTK ? E estou falando apenas na area de programação, veja só, eu vejo cursos de fotoshop, mas não vejo de GIMP ? Tem muita gente aí que não precisaria dum Autocad e que OpenCad/Varicad ou similares seriam suficientes, no entanto, cade cursos ? A unica excessão talvez seja OpenOffice que já estou ouvindo falar de lugares que ministram cursos, mas é só. Eu levo isso para o lado pessoal, porque outro dia estava querendo criar um .rpm para linux e senti uma dificuldade enorme de entender como funciona as coisas, no windows apenas num unico dia aprendi a usar um instalador (tambem opensource) para Windows. Porque o programa para Windows era mais facil ? Não! porque no windows, tem de se preocupar com muitas coisas tambem (registries, versoes de DLLs, etc...) e talvez + complicado do que no Linux, porém a documentacao era + simples de obter e a comunidade que usam tais ferramentas são enormes em PT_BR. Phyton me absmou pela facilidade, porém cadê cursos, listas em PT_BR, ... Entao a lista poderia ser mais complacente com aqueles que vem do mundo windows e que estão acustumado com um sistema (uma matrix na realidade) que o coloca no centro e  apenas com braço estendido apanha o que quizer : cursos, apostilas, listas em PT, etc... Não os programadores que são moles, mas o sistema bajula eles e certas coisas não mudam da noite para o dia. []'s a  todos. Manoel Pinho escreveu: Você mesmo citou algumas bibliotecas gráficas que podem ser usadas para > gerar programas multiplataforma (pelo menos Windows e linux): Qt e > wxWidgets. O problema é não vejo um programador de Windows brasileiro > usar uma delas... ******************************************************** De:  ratmmmam@cnbf.org.br Para:  linux-br@bazar2.conectiva.com.br Assunto:  Re: (linux-br) [Notícia]Linux estará presente em apenas 3,5% dos PCs em 2008 Data:  Thu, 29 Jul 2004 11:39:00 -0300 porque não java? claro, vou puxar a sardinha p/ o meu lado. é multiplataforma (roda em "qq" SO com uma VM instalada), é uma linguagem de alto-nível, orientada a objetos, unanimidade em servidores de aplicações (imbatível), com uma API riquíssima (inclusive p/ aplicativos desktop que exijam uma interface "mais agradável") e, provando o imenso sucesso, até a m$ fez um clone p/ não ficar muito p/ trás (.not), tem IDEs riquíssimas e poderosas, como netbeans e eclipse, netbeans incluvise com ferramentas p/ construir aplicações no esquema do vb (arrastar e soltar, éca). e ainda, está caminhando p/ se tornam 100% open source! é uma boa solução, pois vai rodar naquele SO e em qq unix like... Em Qua 28 Jul 2004 19:06, sluiz escreveu: > Fica aí um alerta e um pedido aos distribuidores para se preocuparem em > adicionar às suas distribui?ões ferramentas para esse universo. De:  ratmmmam@cnbf.org.br Para:  linux-br@bazar2.conectiva.com.br Assunto:  Re: (linux-br) [Notícia]Linux estará presente em apenas 3,5% dos PCs em 2008 Data:  Thu, 29 Jul 2004 13:09:51 -0300 completando: um problema que vejo freqüentemente na migração de sistemas proprietários p/ o mundo do código livre e que as pessoas acham que se tiver que gastar um real com suporte técnico (acham que o suporte tem que ser gratuito), ou contratar um programador p/ migrar um software, ou ainda, se um secretária não for com a cara do openoffice, mesmo sabendo usar apenas meia dúzia de recursos do pacote proprietário antigo, já consideram a migração não viável! qual é? pagar licença encima de licença, ter de comprar produtos de terceiros aos montes p/ proteção, contratar pessoal adicional só p/ lidar com coisas que nem deviam existir, suporte constante e ainda um belo dia tenho um prejuízo enorme com algum vírus sai mais barato? não consigo entender isso! usuário não sabe o que é melhor no p/ ele mesmo no fim das contas, isso é meio extremista, mas explico: uma pessoa que é incapaz de gerar uma senha com um mínimo de segurança e associa a produtividade à intermináveis recursos (e penduricalhos) que nem mesmo sabe usar (em softwares vulneráveis que travam a todo o momento) determina o sucesso ou não da migração de um sistema? qual é? ainda, se tiver que pagar suporte ou treinamento (p/ sistemas proprietários isso não é, nem nunca foi, um problema) não vale a pena mais também? querer tudo de graça não existe p/ nada e em lugar nenhum!!! e mais, se tiver que reescrever um software não é viável (a migração) só porque ainda terei de manter códigos exdrúxulos (vb, pascal, etc), que felizmente tem poucas implemetações no mundo livre (nem deveriam existir). porque ter de reecrever um software direito, e livrar-se de uma vez dessa dependência de sistemas proprietários sabidamente falhos é um proplema? e um custo que não é pagável? (isso p/ mim não é gasto e sim investimento) como disse acima, sustentar toda a rede de licenças em cadeia, profissionais adicionais, softwares adicionais, viver com medo de um dia tudo dar errado e ter um prejuízo enorme é mais barato do que migrar com os custos que são necessários p/ um sistema livre, que a médio e longo prazo trará lucros devido à contenção inteligente de gastos desnecessários, é mais barato? fora a produtividade que irá aumentar tb a médio prazo... p/ mim os custos necessários da migração de um sistema proprietário p/ o mundo livre não são custos (gastos) e sim investimento inteligente! ninguém me faz pensar que é mais barato manter um sistema proprietário... finalizando: cerveja de graça não existe! (essa é manjada) Em Qui 29 Jul 2004 11:39, ratmmmam@cnbf.org.br escreveu: > porque não java? ******************************************************** De:  hamacker Para:  sluiz Cc:  conectiva Assunto:  Re: (linux-br) [Notícia]Linux estará presente em apenas 3,5% dos PCs em 2008 Data:  Thu, 29 Jul 2004 10:47:58 -0300 Estive em situacao similiar, optei por migrar para PHP, e estou contente. Claro que a interface não é a mesma e em muitos casos é menos produtiva que a API de janelas, porém garante que até um 386 com browser vá rodar bem o aplicativo. Uma outra opção mencionada pelo colega é que se ele já tinha a aplicação clipper rodando bem, e se flashship compilava 100% do código porque optou pelo kylix onde teria de re-escrever tudo. Mundo comercial/administrativa aceita o que funciona ou o que já está acostumado a usar e geralmente não opta pelo que é + bonitinho, nisso eu discordo com o colega. Alias o terminal SSH e os aplicativos no servidor iria fazer  voarem de tão rápido a ponto de talvez nem cogitarem aplicação MDI/SDI, mas mesmo assim, se todos rodando 100% nativamente no Linux (clipper+dosemu ou flagship) então passaria ver a novas necessidades do projeto e talvez até migrar para o ambiente visual se isso se mostrar vantajoso. Agora que já optou por Kylix, conheça o projeto Lazarus que tá quase ganhando a versao 1.0 e conecta a muitos banco de dados : Interbase, Firebird, Pg, MySQL,... parece estar andando a uma velocidade muito boa, mas nao é perfeito ainda teria de converter telas kylix e codigos baseados em componentes proprietarios. Amigo se ainda estiver em menos de 50% do projeto, pense bem, pois o flagship/harbour ainda poderá economizar um tempao e se desejar poderá migrar o banco de dados para algo + parrudo como  Firebird, PG, MySQL usando a mesma linguagem e se lá na frente optar por mudar a linguagem voce ainda manterá o mesmo banco de dados. []'s e gostei do protocolo (dvdv = disquete vai e disquete vem) :) sluiz escreveu: Não tenho como concordar sobre os números, pois a minha estatística basea-se > apenas em meus clientes , mas, infelizmente, tenho que concordar com a > perspectiva  dessa pesquisa. > > Trabalho com informática há, pelo menos, 19 anos e há 5 descobri o Linux. Acho > que como todos fiquei maravilhado.  Não quero nem discutir agora se o windows > é pior ou melhor. Tenho a informática como profissão e ganhei minha > sobrevivência  nesses 19 anos em cima de usuários que utilizam o windows. > (...) ******************************************************** De:  Marcelo Vivan Borro Para:  TI , linux-br Assunto:  Re: (linux-br)Esconder Portas 21,22,25,42,110 Data:  Wed, 17 Mar 2004 13:24:43 -0300 TI escreveu:         Gostaria de aproveitar o gancho para expor uma idéia. Muitos estão criando > esta cultura errônea em cima do linux, que é a de instalar o sistema e achar > que nunca mais precisa se preocupar com ele. E nós vemos isto todo dia, por > exemplo, um técnico vem na sua empresa instala  um servidor de e-mail, deixa > tudo funcionando direitinho e redondo, mas o problema é que ele nunca mais > volta para atualizar o sistema, daí presenciamos este tipo de situação, > linux mais vulneráveis do que possamos imaginar e por mais bem configurado > que esteja ficou obsoleto! >         Não vai adiantar bloquear por exemplo echo-request e outros tipos de > pacotes se seu mail server não usa autenticação, não adianta eu ter um > firewall mais afinado que orquestra sinfônica se minha versão do apache é lá > da época do guaraná em rolha.... e por aí vai.. > > -- > Att, > Diego > Concordo em gênero número e grau com você Diego. Porém quando se instala um servidor, parte de sua configuração é automatizar sua atualização.  Isto vai garantir que o sistema esteja razoavelmente atualizado (lembre-se que atualizações de kernel exigem a reinicialização da máquina) sem nenhuma interferência, pelo menos até que a distribuição em uso deixe de ser suportada. O ideal é que o administrador que fez a instalação mantenha um contrato de manutenção com o cliente.  Isto evita que em caso de algum problema que ocorra com a máquina, não exista uma pessoa responsável com conhecimento para solucionar os defeitos.  Isto aconteceu a pouco tempo e foi noticiado na mídia:  um cliente teve problemas com o HD de seu servidor Linux.   Os funcionários da empresa não sabiam resolver porque ninguém tinha conhecimento de Linux.  O cliente então contratou outra empresa de informática, que refez o serviço usando windows.  E o cliente colocou a culpa no Linux porque nenhum funcionário sabia consertar o servidor (???).  Sob o meu ponto de vista, isto foi em parte culpa do administrador que fez a instalação, pois ele deveria ter previsto um pequeno contrato de manutenção. Tudo isso ocorre devido a ignorância digital da população em geral.  Em uma empresa pequena, quem acaba sendo o "administrador" dos servidores é aquele funcionário de outra área que sabe usar quebra de página no word, ou sabe colocar carinhas no Icq.  Acaba ficando com fama de "saca tudo de computadores" e o seu gerente (por ser um ignorante digital) acaba colocando o coitado para resolver problemas no servidor da empresa.  O cara até que se esforça, mas a diferença em saber usar o word e administrar um servidor é imensa.  Então ele se foca em apenas resolver as "buchas"que vão surgindo.  Daí acontece o que vemos aos montes:  se o servidor está funcionando, não precisa de manutenção.   Faça isto com seu carro pra ver o que acontece.  Experimente usar os pneus até estourarem :-| Lógico que a medida que o "administrador" estuda um pouco ele vai perceber que a situação é mais complicada e ou vai sugerir que algum especialista reforme o servidor ou vai estudar cada vez mais e acabar se tornando um administrador de verdade ao longo dos anos. Como se pode esperar que um gerente que não entende nada ou muito pouco de informática, saiba destinguir que as tarefas de configurar um firewall, formatar uma carta no editor de textos e limpar a bolinha de um mouse são tarefas de profissionais diferentes?  Para o gerente, é tudo "informática".  Já vi casos em que o cliente pedia para o Administrador consertar videocassetes e sistemas de pabx, pois achava que tudo era "informática"  :-/ Marcelo Vivan Borro De:  Marcus Lima Para:  'Marcelo Vivan Borro' , 'TI' , 'linux-br' Assunto:  RES: (linux-br)Esconder Portas 21,22,25,42,110 Data:  Wed, 17 Mar 2004 22:35:49 -0300         Só uma observação ao que o nosso colega Marcelo Borro colocou, muitas vezes o 'técnico contratado' informa a empresa que é necessário um contrato de manutenção, mas na maioria das vezes a empresa em questão deseja economizar míseros reais e cria uma armadilha para sí própria... Nem sempre é culpa do 'técnico'         Contando uma experiência própria, eu montei um servidor Linux para um cliente e deixei um apt-get update e upgrade -y no crontab para 'no mínimo' atualizar a distribuição sem minha intervenção. Comentei com o cliente que provavelmente de tempos em tempos eu deveria fazer a atualização do Kernel (conforme fossem saindo correções de bugs de segurança pelo menos) e o cliente simplesmente ignorou isso. Resultado é que o repositório da distro mudou, o linux não atualizou, o hacker invadiu e usou uma vulnerabilidade do Kernel para ganhar privilégio de Root.. Fez estrago e o cliente pagou (com valores reajustados) por outro servidor igualzinho!         Ah! E o prejuizo de perder clientes pelos sites pixados, spams enviados em nome dos domínios dos clientes e indisponibilidade do serviço... O ROI as vezes é o segredo do negócio!!! Att, Marcus Lima Consultor de Segurança ******************************************************** De:  EPx Para:  linux-br@bazar2.conectiva.com.br Assunto:  Re: (linux-br)Custo para instalar servidor de e-mail Data:  Thu, 8 Apr 2004 12:25:09 -0300 Em Thursday 08 April 2004 11:42, César B. Viegas escreveu: > Meu pitaco sobre o assunto. > Se vc trabalhou 12 horas úteis (não vou considerar o passeio até o data > center) e recebeu R$600, e considerando que um profissional trabalha > normalmente 180 horas úteis num mês, cheguei a conclusão que se você tiver > clientes para o mês todo, vc vai ganhar bruto R$9.000. Ninguém que trabalhe como autônomo consegue essa eficiência. Vai conseguir trabalhar no máximo uns 20% do tempo total. Vide meu artigo "Eficiência de Faturamento", em http://www.d00dz.org/index.cgi/Efici_eancia_20de_20faturamento Um pouco acadêmico-mala, mas é o que observei na prática. Numa empresa de informática, ninguém consegue manter mais que 6 ou 7 clientes per capita. Se os clientes forem de grande porte, a proporção cai mais ainda. ******************************************************** De:  Ricardo Igarashi Para:  linux-br@bazar2.conectiva.com.br Assunto:  Re: (linux-br)KDE for OldWare Data:  Thu, 28 Oct 2004 01:00:43 -0300 On Tue, 26 Oct 2004 18:03:35 -0300 thiago.paula@light.com.br wrote: > Marcelo Vivan Borro escreveu: > > > De onde você tirou esta informação? > > Da ordem natural das coisas, não? Porque uma tecnologia > mais nova não reconhece a versão antiga? Também desenvolvo > software, e quando estou trabalhando em um projeto, tenho > sempre em mente a compatibilidade com as versões antigas > da aplicação em questão, visando facilitar a migração para > os usuários. A filosofia GNU/Linux NÃO é assim ? ! ? ! ? ! Depende, eu acho. Compatibilidade é bom, mas quando levado às últimas conseqüências começa a complicar. Usando o exemplo do Windows: O DOS rodava em máquinas de 16bits e 640kB de memória. Fizeram o Win 1.x, 2.x, 3.x e o DOS permanecia lá, tendo que fazer milagres para acessar mais memória, acessar o HD mais rapidamente etc. O que obviamente causava instabilidade. Depois surgiu o Win9x que ainda carregava a compatibilidade com o DOS e com o Win3.x (diziam que o Win9x é de 24 bits, pois é metade 16bits e metade 32bits :P), o que permitia, por exemplo, que aplicativos matassem o SO. Para fazer o Win NT/2k/XP a MS teve que quebrar um monte de compatibilidade (adeus DOS, adeus jogos, etc). Só agora, depois de 10 anos de lançar o primeiro NT, conseguiram levar essa família para o usuário doméstico. Dez anos de sistemas instáveis para poder manter a compatibilidade... A Apple passou pelo mesmo processo para mudar o processador e depois do MacOS 9 para o MacOS X. Mas a Apple tende a jogar tudo para cima e mudar tudo de uma vez :) E _acho_ que no mundo do software livre as coisas tendem a ser menos conservadores... afinal, você está livre para atualizar tudo, sem ter que pagar por isso, ter que se preocupar com licenças, etc. > > Basta compilar o programa antigo para o sistema em questão. > > Instalar um pacote .tgz não eqüivale a compilá-lo ? ? ? Não, o TGZ do Slackware é um pacote compilado.   [cut] > > Seria melhor deixar sem nada mesmo ou colocar um win95osr2. > > Foi bom você falar isso. Instalei Windows 98 SE, Office 2000 e IE 6.0 > em outra > partição (de 1.2 GB), e está rodando sem problemas com 32 MB de RAM. Nunca compare o Linux+X com o Win9x :) Imagine instalando o Win NT4.0, da mesma época do Win98, na sua máquina... não dá! [cut] > Agora estou realmente confuso. Primeiro: Como pode a versão mais nova > de um sistema, com MAIS recursos, MAIS pacotes,  MAIS megabytes, e > tudo que a gente > já sabe, ser LEVE em relação às anteriores ? ! ? ! ? ! > Que tipo de otimizações (ou deveria dizer "milagres"?) você aprendeu a > fazer > para rodar um KDE 3.x num... 486, por exemplo??? No caso do KDE 3.1 -> 3.2 -> 3.3, deve ter sido "limpeza" nos códigos. Afinal, não existem muitas diferenças entre a capacidade deles. Isso, claro, supondo que você está usando o mesmo número de aplicativos. Se você começar a carregar tudo que foi adicionado, deve ficar mais pesado. Do 2.x para o 3.x não sei te dizer. -- Ricardo Yassuo Igarashi E-mail: linux@tempestl.eng.br Linux HP: http://www.tempestl.eng.br/linux/ ******************************************************** De:  Marcelo Vivan Borro Para:  linux-br@bazar2.conectiva.com.br Assunto:  Re: (linux-br)KDE for OldWare Data:  Wed, 27 Oct 2004 08:46:08 -0300 -----BEGIN PGP SIGNED MESSAGE----- Hash: SHA1 Em Ter 26 Out 2004 18:03, thiago.paula@light.com.br escreveu: > Marcelo Vivan Borro escreveu: > > De onde você tirou esta informação? > > Da ordem natural das coisas, não? Porque uma tecnologia > mais nova não reconhece a versão antiga? Também desenvolvo > software, e quando estou trabalhando em um projeto, tenho > sempre em mente a compatibilidade com as versões antigas > da aplicação em questão, visando facilitar a migração para > os usuários. A filosofia GNU/Linux NÃO é assim ? ! ? ! ? ! Existe sempre a compatibilidade de *código*.  Não necessariamente compatibilidade de *binários*.  São coisas distintas. > > Basta compilar o programa antigo para o sistema em questão. > > Instalar um pacote .tgz não eqüivale a compilá-lo ? ? ? Se você está instalando um pacote tar.gz com um binário pronto não. > > Agora outro fato importante:  Você  prefere entregar o micro com um linux > > antigo, com vulnerabilidades conhecidas e sem todas facilidades (detecção > > suporte de hardware, ferramentas de configuração) desenvolvidas nos > últimos anos? > > Claro que não! Pela minha vontade, instalaria a última versão do > SuSE, Slackware ou Conectiva, mais a última do KDE, mas... como fazer isso > num Lentium de 200 e rodar depois? Não acha que é uma loucura? Bom, com o KDE deve ficar inviável.  Mas já tentou com outro gerenciador de janelas?  Já instalei e rodei o CL10 com kde em um celeron 266Mhz e 128Mb de Ram.  Rodou lento. Com fluxbox ficou legalzinho.   Instalei em um K6II 350 com 128Mb de ram, ficou lento mas usável. > Foi bom você falar isso. Instalei Windows 98 SE, Office 2000 e IE 6.0 em > outra > partição (de 1.2 GB), e está rodando sem problemas com 32 MB de RAM. Esta máquina roda bem com win98 (assim como 95 e 3.11).  Mas você confia em navegar na internet e manter algum documento importante nela? > > Os Kde's antigos são equivalentes em funcionalidade aos outros > gerenciadores > > Discordo. O KDE 1.2 é mais fácil de usar que qualquer versão de > WindowMaker, só > para citar um exemplo. Mas isso vai do gosto de cada um... Talvez o KDE antigo seja mais fácil de usar e configurar para quem está acostumado com windows.  Mas estamos falando dos recursos, não?  :-) > > de janela mencionados (sem falar que o 3.3 é mais leve que o 3.2, que é > mais  leve que o 3.1, etc...  Basta otimizá-los - Desabilitar recursos > > Agora estou realmente confuso. Primeiro: Como pode a versão mais nova de um > sistema, com MAIS recursos, MAIS pacotes,  MAIS megabytes, e tudo que a > gente já sabe, ser LEVE em relação às anteriores ? ! ? ! ? ! > Que tipo de otimizações (ou deveria dizer "milagres"?) você aprendeu a > fazer > para rodar um KDE 3.x num... 486, por exemplo??? Mais leve que eu digo é no consumo de memória e velocidade.  É visível em uma mesma máquina que o KDE 3.2 é bem mais rápido que o 3.1 e assim por diante. Se você quiser instalar mais recursos, mais pacotes e colocar tudo isto pra funcionar ao mesmo tempo, daí é inviável. O Morimoto fez algumas otimizações ( a nível de configuração que eu saiba) que diminuiu ainda mais o uso de memória do kde no Kurumin. Nesta sua máquina, que disse que o win 98 roda ok, tentou atualizar *tudo* pelo windows update (inclusive o office 2000) rodar o word com o Internet explorer, um antivírus e um firewall ligados? > > desnecessários).  Não sei qual distros você tentou, mas não tive > problemas de estabilidade com outros gerenciadores de janela.  O hardware >está ok? > > Aqui a falha foi minha: Quando disse estabilidade, estava querendo dizer > compatibilidade - meu grande dilema! Já tentei instalar, sem sucesso, > Blanes2000, > XPDE, etc. no Slack 10, com todos os pacotes instalados. Como sempre, erro > de bibliotecas ou dependências... Use os mecanismos próprios da distro para resolver dependências de pacotes.  Em um Conectiva ou Debian/Kurumin, use o apt-get.  No Slackware não me lembro, mas qualquer usuário Slackware da lista pode indicar o caminho facilmente. > > Já instalei e rodei sem muitos problemas o Kurumin em máquinas deste > tipo. > > Instalei o Kurumin 3.2 nesse P200 de que falei antes, mas o KDE ficou > lllleeeeeennnnnntttttttttíííííííííííísssssiiiiiiiimmmmmmmoooooo.......... Parece que você tem apenas 32 Mb.  Daí realmente é difícil para qualquer gerenciador de janelas.  E outra coisa, qual navegador pretende usar com 32 Mb?  Mozilla ?  Esqueça.   OpenOffice?  Nem pensar... > > Particularmente tentaria uma distro com kernel 2.6 por ser mais leve que > o 2.4. > Repito: como assim ????? Novamente, o kernel 2.6 é mais rápido que o 2.4. - -- Marcelo Vivan Borro Linux User # 277064 ******************************************************** De:  juhenrimas Para:  linux-br@bazar2.conectiva.com.br Assunto:  re:(linux-br)KDE for OldWare Data:  Wed, 27 Oct 2004 08:33:28 -0300 (ART) Bem, vc falou que desenvolve software, então deve saber que para manter compatibilidade com versoes anteriores dos seus proprios softwares, vc acaba gastando mais linhas de codigo, mais 'ifs', elses, etc. Isso não deixa o seu soft mais lento? Agora imagina que vc desenvolva uma engine ultra-maxi-super poderosa e rápida. SE vc quiser manter retro-compatibilidade, nao vai adiantar mta coisa na velocidade, pq vc vai ter que inserir as linhas de baixa performance das versoes anteriores. Se vc romper com os *padrões de compatibilidade*, seu soft vai voar baixo. Se a cada nova descoberta, vc nao estiver mto preocupado com compat, cada vez mais o seu soft vai ser melhor, mais rápido, mais poderoso. Entendeu? então, qdo vc fala "ordem natural das coisas", vc está se referindo ao Janelas®, que mantém até *certo ponto* compatibilidade com versões anteriores. Experimente rodar algum aplicativo gráfico de 16 bits no seu w2k .Aqui experimentei uma vez um programinha ridiculo de pintura,e comeu 256M de ram. E travou.Todas as vezes! [ ]s, Henrique       ******************************************************** De: Cesar Grossmann Responder A: Cesar Grossmann Para: Flavio Borup , Linux-BR Assunto: Re: (linux-br)Furlan faz defesa de software proprietário Data: Tue, 26 Apr 2005 13:54:40 -0300 Em 26/04/05, Flavio Borup escreveu: > > Acredito que o governo esteja indo no caminho certo, quando a discussão é "recomendar" a troca de sistemas proprietários (leia-se UNIX, Novell e MS entre outros) quando o sistema Linux puder executar a mesma tarefa. > > O que não pode é proibir, pois a MS não seria a única atingida, já que a Novell (TCE-RJ é um exemplo) e UNIX (O TJ, entre outras coisas, tem OpenVMS e universidades públicas tem Sun/Solaris) ainda tem base significativa dentro do governo e seriam atingidas pelo processo também. O problema das "recomendações" é que elas são uma senha para alguém favorecer o recomendado ou o não-recomendado. > Não que o processo seja maléfico, mas migrar toda uma base instalada pode demorar 10 anos. A petrobras tem uma quantidade inacreditavel de tecnologia, ela demoraria talvez 15 anos. É investimento de médio-longo prazo. Pelo que eu sei, isto depende de quem faz e de como faz. Veja bem, em um ambiente corporativo, uma das coisas que dá para fazer é a padronização do desktop. Uma vez padronizado o desktop, a instalação de réplicas do padrão é coisa simples, praticamente não importando o sistema operacional. O mesmo vale para a atualização automática de software. O passo mais trabalhoso é definir o "desktop padrão", é testar as diferentes configurações necessárias e ver se há conflitos de software ou de hardware. E, adivinha só? Este trabalho já é feito para o Windows 2000, pelo menos aqui na Receita Federal. O caso do Metrô de SP é um exemplo de padronização que seguiu um ritmo próprio. Não sei o tamanho da migração, mas não parece coisa para 10 anos. Lembrando que, no "canetaço", uma migração não demora mais que um ano (vi isto acontecer quando foi feita a migração de Windows 9x das estações da Receita Federal para Win2K - e não foi pouca coisa, o Domínio NT foi migrado para Active Directory, documentos e modelos que estavam no Lotus AmiPro foram migrados para o Microsoft Office, foram determinados pelo menos três padrões de instalação de software, ou três tipos de desktop padrão, os servidores foram migrados de SCO Unix e WinNT para Win2K e foram acrescentadas máquinas com o AIX na rede -- acrescentadas, não integradas --, o correio eletrônico foi padronizado, foi adotado o pacote Domino+Notes, houve a aquisição e montagem de um domínio para o anti-vírus -- não sei como funciona a coisa, só sei que tem servidores de anti-vírus e clientes, e as atualizações e manutenção seguem um caminho próprio --, e assim por diante, uma verdadeira reviravolta na forma que a rede estava estruturada -- em alguns casos, a própria rede física sofreu alterações drásticas, com a aderência aos princípios do cabeamento estruturado, adoção de hubs e switches, etc). > Imagina uma interrupção em diversos sistemas só por que alguém "lá de cima" mandou mudar? Tem que fazer o processo ser transparente para os usuários e isso leva tempo e custa $$$$ pois tem que haver re-desenvolvimento (aplicações VB/Delphi/Clipper por exemplo, nem tudo vai rodar emulado), treinamento (infra, banco de dados e desenvolvimento) e suporte. Buenas, agora imagine o que irá acontecer quando a Microsoft não oferecer mais suporte para o Windows 2000. Ou o que aconteceu quando o contrato de suporte ao WinNT/Win9x foi encerrado. > No caso específico do PC de baixo custo do governo, o XP Starter Edition (3 aplicações simultaneas, 9 janelas abertas, 800X600 e HDs de 20 GB são o "máximo" permitido) com o PC-conectado pela Positivo informatica sera em torno de R$ 1.500,00/R$ 1.600,00 enquanto o PC com Linux (não sei qual distribuição, mas faria sentido usar a distribuição nacional com melhor suporte) sairá em torno de R$ 1.200,00. O Linux, infelizmente é o "calcanhar de aquiles", pois como será mais barato, ele terá boa vendagem, mas e quanto ao suporte? Alguem aqui realmente acha que ao ter um problema nesse "PC-Conectado" com Linux, a Positivo terá suporte com o mesmo nível de qualidade do suporte WIndows? Imagina uma pessoa carente tentando usar o Linux? Vai pedir ajuda de quem? Quer um joguinho? ihhh só tem para WIndows? Quer uma ajuda? de quem? É fundamental que para o sucesso desse projeto haja um processo de treinamento dos técnicos que vão dar suporte (na maioria dos casos são meros "encaixadores de placas") e de treinamento dos usuários finais, via CDI ou outro interessado em distribuir conhecimento Linux nas comunidades. Não adianta alguém me dizer que treinamento não é necessário pois os aplicativos são parecidos, pois é falácia. A comunidade que consome esse produto tem dificuldade de ler, escrever e aprender. USar um aplicativo Linux tem o mesmo grau de dificuldade de usar um aplicativos Windows e tem que haver treinamento para o usuário final da mesma forma que tem que ter para WIndows. Buenas, então a idéia é já partir para uma configuração que exija o mínimo de suporte. Atualizações automáticas, e um CD de imagem com a instalação original, e os usuários vão ter problema nenhum. Quanto ao joguinho, e outras firulas, se a intenção é fornecer um equipamento para permitir conexão à Internet, então é só isto que ele precisa suportar. Se ainda tem que servir para digitar algum documento, então que se inclua um editor. É para ter planilha? Acrescente-se a planilha. Agora, quem quer um computador genérico, que faça tudo, e do jeito que ele quer, não precisa do PC Conectado. Precisa comprar uma máquina genérica e optar pelo software que pretende. Se o projeto é para informatizar a população, ou para diminuir a inclusão digital, então que a máquina seja dirigida para isto. Vai ser uma máquina "lobotomizada"? Lobotomizado é o Windows da oferta acima... Finalmente, uma palavrinha sobre o treinamento: o usuário normalmente se vira. Isto aconteceu com o Windows 3.11 e o Word 2.0, e com todas as outras versões que se seguiram. A grande maioria comprou o computador e partiu para aprender as coisas na marra ou pagou para quem sabia lhe ensinar. Eu encontrei dos dois tipos de usuários às pencas. E isto funciona com crianças também. Ou você acha que alguém lê o manual do PS/2, GameBoy e Nintendo 64 da vida? Acha que é simples? Então diz aí o que é um gameshark e como usar o depurador para inserir códigos no gameshark para conseguir uma ou outra cheat naquele joguinho... -o=O=o- A discussão era sobre propriedade intelectual, não? []s -- .O. Cesar A. K. Grossmann ICQ: 35659423 ..O http://www.LinuxByGrossmann.cjb.net/ OOO Quidquid Latine dictum sit, altum viditur ******************************************************** De: Cesar Grossmann Responder A: Cesar Grossmann Para: Linux-BR Assunto: Re: (linux-br)Furlan faz defesa de software proprietário Data: Tue, 26 Apr 2005 10:04:13 -0300 Em 25/04/05, Dr.Beco escreveu: > Cara comunidade linux, > > Em meios aos esforços do governo federal para promover o software livre, > Furlan disse que o Brasil está se transformando em um produtor relevante > nesse segmento e deve ver a propriedade intelectual como algo positivo para o > País Ocorre que propriedade intelectual não é o mesmo que software fechado, e também não é o oposto de software livre. "Propriedade intelectual" é uma expressão que, por tratar de muitas coisas, acaba sem ter um significado específico, e tem pouca utilidade, a menos que você esteja querendo "jogar areia" nos olhos de todo mundo. Nos EEUU (aqui não é muito diferente, mas a discussão está mais avançada por lá), entende-se por "propriedade intelecutal" uma gama de coisas: marcas e patentes, trabalhos protegidos por copyright, e coisas do tipo. Uma olhadinha no Google (http://tinyurl.com/b9lcb) e você percebe como a coisa é complexa, e como a expressão PI (ou IP) é usada para confundir o ouvinte. Alguns pontos que eu gostaria de destacar: 1. Sotware GPL/Livre não é Software de Domínio Público. Com um software de domínio público você pode fazer qualquer coisa, *mesmo*. Já as licenças de software livre e, mais especificamente a GPL, exigem uma contrapartida, uma condição para que você use em seus produtos ou distribua o mesmo. 2. A GPL é uma licença que se baseia na lei dos direitos autorais (copyright) americana. Anule-se o copyright, e a GPL perde seu valor e efetividade. Veja, por exemplo, http://www.gnu.org/philosophy/philosophy.pt.html Ou, mais especificamente, http://www.gnu.org/philosophy/not-ipr.xhtml []s -- .O. Cesar A. K. Grossmann ICQ: 35659423 ..O http://www.LinuxByGrossmann.cjb.net/ OOO Quidquid Latine dictum sit, altum viditur ******************************************************** De: Cesar Grossmann Responder A: Cesar Grossmann Para: Linux-BR Alvema Cc: linux-br@bazar2.conectiva.com.br Assunto: Re: (linux-br)PC Conectado&IE no Lunux Data: Fri, 20 May 2005 15:30:05 -0300 Em 20/05/05, Linux-BR Alvema escreveu: > > o usuário não é o problema. O problema é a falta de interesse em > realmente resolver isso. eu vejo o pc conectado como uma "morte do linux > a nível de usuário". A maioria vai trocar por windows e a M$ vai usar > isso como bandeira. Sem um treinamento adequado aonde, inclusive, sejam > resaltados os pontos fracos do linux isso será um grande fracasso. Os > politicos lulistas e petistas querem apenas dizer : Fizamos nossa > parte, como se uma canetada resolvesse o problema. não vao resolver , > vai piorar. Acho interessante estas previsões. Quando o Windows começou a ser pirateado, há coisa de dez anos atrás, não havia quase ninguém que conhecesse o mesmo, e não obstante, o Windows foi instalado e usado. No caso do PC Conectado, o Linux já estará instalado e configurado: qual a dificuldade que vai fazer o usuário arrancar os pelinhos do nariz e instalar o Windows desesperadamente? E tem mais, se a configuração do PC Conectado for modesta o suficiente, instalar o Windows vai fazer com que o Linux seja reinstalado mais rapidamente do que o Windows... > Imagina só a seguinte situação : PC conectado lançado. Vende um milhão > de unidades. Revista Veja, uns seis meses depois faz uma enquete e uma > pesquisa, descobre que 95% dos usuários instalaram o windows. E estampa > isso em uma bela reportagem mostrando o porquê disso aconteceu. Yep. E daí? Eu vejo uma reportagem paralela, mostrando como os cursos de Linux cresceram, e como os usuários do PC Conectado estão satisfeitos com o mesmo e com o Linux. E daí? Qual das Sibilas é a falsa? > isso não concordo. nunca houve movimento social para o DOS ou o Windows, > houve apenas um grande marketing e a força de um gigante (IBM), além de > certos erros da Digital com o seu CP/M. Ligar Linux a movimento social é > barberagem. O linux é bom por diversas razões e não porque é gratuito ou > porque inclua pessoas. Na realidade ele não é gratuito.. Implante em uma > empresa e verá que os gastos existem e não são muito baixos. Melhores e > muito que os de software proprietário , mas não é de graça. Esta história de "O Linux não é de graça" é uma falácia tão grande que não sei como tem gente que engole. *É óbvio* que depois de baixar *gratuitamente* o seu Linux, você vai gastar tempo e dinheiro para configurar e administrar o Linux. O Linux continua sendo *de graça*, você não precisa pagar um centavo para ter uma cópia, além do custo da mídia ou da transferência dos arquivos. Então, este discurso de "o Linux não é de graça" é papo-furado, é uma tentativa de jogar areia nos olhos dos consumidores, fazendo eles pensar que o Linux tem um custo "oculto" ou coisa assim. Ele não tem. Pelo menos não para quem faz as contas. é desonesto repetir este lema como se encerrasse uma verdade oculta ou desmascarasse uma mentira, ou coisa assim. Ninguém nunca disse que o Linux se auto-instala e se auto-configura e se auto-administra, e, até onde eu sei, não existe sistema operacional que faça isto (só vírus). > Nem sempre o melhor vence, mas , em sistemas operacionais, o pior nunca > vence. O windows não é o pior, é muito bom também , tem seus erros, > seus problemas , como o linux também tem. O windows é dominante pela > estrutura de marketing da M$ e também porque atende os requisitos da > maioria esmagadora dos seus usuários. Além disso a M$ teve uma grande > sorte em forma uma legião enorme de usuários tolerantes a falhas. Acho que tem uma contradição aqui... > isso mesmo, treinamento é a palavra chave, Mas não adianta nada se o > governo também não usar no seu dia-a-dia. O ideal era o governo começar > a trocar toda sua base operacional para software livre. Segundo eu soube, existem planos para isto. O SERPRO está capacitando pessoal e fazendo treinamentos. > Mas isso teria um custo inicial altissimo (lembra, nada é de graça). O custo de manter a estrutura atual também não é baixo. Algumas empresas descobriram que o custo da migração total ainda é menor que o custo de manter a solução atual (uma certa fábrica de guitarras, por exemplo). O custo aumenta muito, mas muito mesmo se você recebe uma visita da BSA ou do seu braço brasileiro, a ABES. Manter um inventário de software instalado e de licenças de software, e manter esta estrutura de acordo com os contratos de licença assinados com as empresas de software nem sempre é algo econômico ou barato... []s -- .O. Cesar A. K. Grossmann ICQ: 35659423 ..O http://www.LinuxByGrossmann.cjb.net/ OOO Quidquid Latine dictum sit, altum viditur ******************************************************** De: Manoel Pinho Para: Cesar Grossmann Cc: linux-br@bazar2.conectiva.com.br Assunto: Re: (linux-br)PC Conectado&IE no Lunux Data: Fri, 20 May 2005 16:37:49 -0300 Cesar Grossmann escreveu: >Acho interessante estas previsões. Quando o Windows começou a ser >pirateado, há coisa de dez anos atrás, não havia quase ninguém que >conhecesse o mesmo, e não obstante, o Windows foi instalado e usado. >No caso do PC Conectado, o Linux já estará instalado e configurado: >qual a dificuldade que vai fazer o usuário arrancar os pelinhos do >nariz e instalar o Windows desesperadamente? E tem mais, se a >configuração do PC Conectado for modesta o suficiente, instalar o >Windows vai fazer com que o Linux seja reinstalado mais rapidamente do >que o Windows... > > Como tenho mais de 30 anos peguei a microinformática desde o início e acho engraçado também esses mitos que os microsoftianos adoram espalhar. Vejamos alguns: a) "Linha de comando e programas em modo texto são só para gurus" Quando ganhei meu Sinclair com 12 anos ele usava linha de comando e não tinha interface gráfica e todo mundo usava. Ainda me lembro de várias secretárias que usavam wordstar. b) "O linux é muito complexo" O linux não é complexo. Certas aplicações que estão nas distribuições linux é que são complexas. Não se espera que um usuário doméstico saiba configurar um servidor DNS ou um MTA. Isso é para profissionais de informática, assim como não se espera que um usuário doméstico instale um Windows 2003 Server no micro de casa (embora isso possa ser feito). Por isso mesmo existem centenas de cursos e materiais preparatórios para profissionais de informática tirarem certificações Microsoft. Ninguém nasce sabendo nem é tão intuititivo como dizem. A diferença é que normalmente não existem versões "server" e "home" para linux, porque não custa quase nada incluir alguns softwares livres a mais para uma distribuição linux poder ser usada nas 2 situações. O fato do linux ter milhares de ferramentas de desenvolvimento e servidores livres faz com que os usuários tenham uma curiosidade natural de querer aprender isso tudo e, logicamente, isso traz complicações para quem não tem base suficiente. Enquanto isso normalmente o que mais se vê nos fóruns de windows são discussões sobre pirataria, aplicativos proprietários e outras coisas típicas de usuários leigos. Raramente se vê alguém perguntando sobre como configurar um servidor DNS ou MTA no windows. c) "o linux é muito diferente" Não, o linux não é tão diferente. Pelo contrário, ele segue a tradição de mais de 30 anos de sistemas Unix, que poucos brasileiros tiveram a oportunidade de aprender porque não tinham acesso a workstations RISC, que normalmente usam esse sistema. O MS-DOS copiou diversos conceitos do CP/M e alguns do Unix, o Windows 9x foi uma camada gráfica proprietária sobre o MS-DOS e os baseados em NT usaram diversos conceitos do VMS. >Esta história de "O Linux não é de graça" é uma falácia tão grande que >não sei como tem gente que engole. *É óbvio* que depois de baixar >*gratuitamente* o seu Linux, você vai gastar tempo e dinheiro para >configurar e administrar o Linux. O Linux continua sendo *de graça*, >você não precisa pagar um centavo para ter uma cópia, além do custo da >mídia ou da transferência dos arquivos. > >Então, este discurso de "o Linux não é de graça" é papo-furado, é uma >tentativa de jogar areia nos olhos dos consumidores, fazendo eles >pensar que o Linux tem um custo "oculto" ou coisa assim. Ele não tem. >Pelo menos não para quem faz as contas. é desonesto repetir este lema >como se encerrasse uma verdade oculta ou desmascarasse uma mentira, ou >coisa assim. Ninguém nunca disse que o Linux se auto-instala e se >auto-configura e se auto-administra, e, até onde eu sei, não existe >sistema operacional que faça isto (só vírus). > > Concordo plenamente. Até parece que quando se compra uma caixinha "mágica" de software proprietário não é preciso também tempo para aprender a instalar e usar e que não é preciso ter algum conhecimento de informática, especialmente em sistemas mais complexos. Se windows e outros programas proprietários fossem tão intuitivos e fáceis como dizem nós não veríamos tantos livros de informática sobre eles e nem tantos cursos e certificações dos mesmos. Há alguns anos eu cheguei à conclusão de que não iria mais perder tempo e dinheiro aprendendo a usar linguagens e sistemas proprietários. Era um dinheiro jogado fora a cada upgrade forçado pelos desenvolvedores dos softwares e cada vez que as empresas iam para o brejo. Quem investiu muito tempo e dinheiro com Novell Netware, por exemplo, já reparou que esse sistema não tem mais futuro. Quem aprendeu VB hoje é forçado a aprender VB.Net, simplesmente porque .Net está na moda. Eu prefiro aprender algo como linux e unix, que mantém os conceitos básicos desde a década de 70, mas que é flexível o suficiente para se adaptar às novas tecnologias. Também prefiro aprender a instalar e usar softwares que não vão me deixar órfão de repente, porque sempre terei o código fonte. >O custo de manter a estrutura atual também não é baixo. Algumas >empresas descobriram que o custo da migração total ainda é menor que o >custo de manter a solução atual (uma certa fábrica de guitarras, por >exemplo). O custo aumenta muito, mas muito mesmo se você recebe uma >visita da BSA ou do seu braço brasileiro, a ABES. Manter um inventário >de software instalado e de licenças de software, e manter esta >estrutura de acordo com os contratos de licença assinados com as >empresas de software nem sempre é algo econômico ou barato... > > Se você parar para pensar, o windows em si nem é tão caro, principalmente se você comprar uma versão OEM. O problema deste sistema é que não dá para fazer absolutamente nada somente com ele. E, o pior, ele estimula as pessoas a querer cada vez mais softwares proprietários pelo efeito maria-vai-com-as-outras, o que gera pirataria de programas ou um gasto excessivo nos aplicativos que se deve comprar para complementar o windows. Experimente numa empresa com um monte de máquinas windows fazer uma linha dura no controle de licenças de software, não aceitando nem aqueles softwares que as pessoas acham que podem usar nas suas máquinas (como sharewares que nunca são registrados, freewares para uso não comercial como o AVG, etc). Muitas vão chegar à conclusão de que aqueles micros que eles achavam estar legalizados só porque foram instalados com um CD "da Microsoft" (eles costumam achar que basta que o CD seja original para poder instalar em trocentas máquinas) estão quase totalmente irregulares. Aquele M$ Office inocentezinho, instalado por um CD que trouxe de casa, terá que ser retirado, assim como todos os outros softwares. Aquele Corel Draw, Photoshop e Acrobat, tão práticos e completos, idem. Eu tenho experiência em fazer isso e os usuários ficam querendo te matar porque você acaba com os privilégios que eles supõem ter direito. Passado o período de fúria e tendo mais contato com linux e softwares livres, muitos acabam entendendo e até pedindo CDs do linux a você para instalar em casa... O maior problema no Brasil é que normalmente as redes windows nas empresas são basicamente um monte de micros interligados por uma rede, sem nenhum tipo de controle. Cada um acha que seu PC é como a sigla diz, Computador Pessoal. Esquecem que é uma máquina para trabalho, pertencente à empresa, tal como um torno ou uma máquina de escrever. Aí você mudar de repente para redes linux, com autenticação obrigatória, muitas vezes centralizada em servidores, onde os usuários não têm poder de instalar programas e outras coisas e eles sentem um choque. Na maioria das vezes são usuários que nem tiveram oportunidade de usar uma rede de windows NT configurada de forma mais restritiva. Confundem windows com anarquia e zona e ficaram mal acostumados com isso. Quando você vai distribuir os micros numa empresa os funcionários tratamo computador como se fosse um presente da empresa para ele. Brigam por eles e se sentem reconhecidos ou desprestigiados quando você dá um computador mais novo ou mais velho para ele. ******************************************************** De: hamacker Para: Linux-BR Alvema Cc: linux-br@bazar2.conectiva.com.br Assunto: Re: (linux-br)PC Conectado&IE no Lunux Data: Fri, 20 May 2005 17:56:29 -0300 Linux-BR Alvema wrote: > A maioria vai trocar por windows e a M$ vai usar > isso como bandeira. Sem um treinamento adequado aonde, inclusive, sejam > resaltados os pontos fracos do linux isso será um grande fracasso. Os > politicos lulistas e petistas querem apenas dizer : Fizamos nossa > parte, como se uma canetada resolvesse o problema. não vao resolver , > vai piorar. > > Imagina só a seguinte situação : PC conectado lançado. Vende um milhão > de unidades. Revista Veja, uns seis meses depois faz uma enquete e uma > pesquisa, descobre que 95% dos usuários instalaram o windows. E estampa > isso em uma bela reportagem mostrando o porquê disso aconteceu. voce está sendo muito pessímista. Isso me faz lembrar da razão pelo qual não gosto de química, eu não gosto porque meu professor na época de colegial era muito ruim para ensinar. Acho que até os dias de hoje sou incapaz de aprende-lo. Mas muita gente na minha classe aprendeu assim mesmo com toda a dificuldade do mundo. No linux, será semelhante, alguns vão odiar e outros vão transpassar esses problemas. De qualquer forma, a quantidade de usuários será maior do que a que é hoje. Essa massa de gente que vai piratear o windows, eu acho que piratearia de qualquer forma, mesmo que fosse o Windows Favelado Edition. A única coisa que me preocupa, é que maior parte dos usuários talvez venham a procurar a linux-br (ou outras listas) para tentar resolver seus problemas, já imaginou aquelas perguntas bem banais e aquelas respostas secas : "use o google, aprenda a perguntar direito, camarada use o histórico, leia o manual,..." bem ao estilo do godoy (godoy, lembrei de você ;-)). Estes fazem alusão "ao hamacker e o professor de quimica". []'s a todos, ps: o godoy ajuda "pacas" aqui na lista, só tem um jeito excentrico de responder. ******************************************************** De: Günter Para: linux-br@bazar2.conectiva.com.br Assunto: Re: (linux-br) No Software Patents... Data: Wed, 9 Aug 2006 20:30:29 +0000 (17:30 BRT) Em Quarta 09 Agosto 2006 18:16, Leonardo Pinto escreveu: (...) > Livre: > - Vários desenvolvedores estão contribuindo ao mesmo tempo e "sem" custos; Um projeto de SW livre pode iniciar porque o desenvolver precisa resolver um problema próprio (p. ex. um driver para um dispositivo que ele mesmo tem e ainda não é suportado), ou ele pode desenvolver algo que vai servir de "laranja de amostra" numa vitrine tipo sourceforge, para daí ser conhecido e contratado por alguém, ou ele já é empregado de alguma empresa e esta determina o que ele vai desenvolver. Mas esse "sem custos" é relativo. Não sei se tem mais programadores programando de graça, ou contratados. O fato é que ninguém vive sem dinheiro (pelo menos não na nossa sociedade civilizada)... Então se vc é programador vc vai programar de graça se isso: - masturbar o seu ego (e vc ganha seu sustento por outros meios); - vai servir como trampolim para depois de uma fase programando de graça começar a ganhar dinheiro com isso. Ou vc vai programar SW livre já sendo contratado como desenvolver (autonomo ou contratado de uma SW house...) Para empresas de SW livre como as grandes distros comerciais, o usuário doméstico baixar ISOs de graça tem exatamente o mesmo interesse que a MS tem do usuário doméstico usar o windows pirata, ou seja: aumentar a base de usuários. Como a MS tem a maioria da base de usuários, hoje pode se dar ao luxo de criar WGA e OGA, mas para crescer e se tornar monopólio, pelo menos no início foi interessante que todo mundo usasse SW deles pirata... No linux é a mesma coisa. Para que uma grande distro feche contratos com empresas e governos, é necessário que se crie uma base de usuários e uma cultura linux. Pq nenhum empresário vai comprar caixinha de linux de uma grande distro se não tiver quem use ela. Para usuários finais, que já pagaram pelo windows OEM pre-instalado no computador, ou que usam o windows de 5 reais alí dos classificados, não tem vantagem nenhuma (do ponto de vista psicológico) migrar para algo novo, mesmo que seja de graça. O windows tb é "de graça" para o usuáiro final. Sei que já estou fugindo do foco, mas, nesse sentido, para o movimento FLOSS as inciativas WGA e OGA podem (não é garantia, apenas podem) alavancar o SW livre... ******************************************************** De: Günter Para: linux-br@bazar2.conectiva.com.br Assunto: Re: (linux-br) No Software Patents... Data: Wed, 9 Aug 2006 09:01:19 +0000 (06:01 BRT) Em Terça 08 Agosto 2006 23:57, Leonardo Pinto escreveu: > Citando Aron Lopes Petrucci : > > (...) > Sem dúvida isso seria um retrocesso para a humanidade. E como a > humanidade é medíocre ao adotar essas normas... A humanidade não decide e não adota nada. Quem decide e faz adotar é a mídia e os donos do $. Se é pra usar hdtv japonesa, a mídia prepara o campo e pronto, todo mundo usa hdtv japonesa... Se é pra usar midiacenter com windows vista, a mídia faz usar, e se é para a massa de usuários bios (não geeks) continuar achando que o linux é só para geeks, nerds e cientistas espaciais, a mídia vai continuar cantando o mantra de que o linux é difiícil, e que é melhor continuar com o velho e bom windows... (pelo menos vc já está familiarizado com os virus e as BSODs!!!) ******************************************************** ******************************************************** ******************************************************** ********************************************************